A FourAgro estrutura projetos para investidores interessados na aquisição de terras destinadas ao arrendamento rural, considerando as diferenças em relação à compra de propriedades para uso próprio.
A FourAgro observa um perfil específico de investidor dentro do agronegócio: aquele que compra uma propriedade rural não para produzir diretamente, mas para arrendá-la a terceiros, recebendo em troca um valor fixo ou uma porcentagem da produção, conforme o modelo de contrato firmado com o produtor arrendatário. Esse formato tem atraído tanto investidores já familiarizados com o setor quanto pessoas de fora do agronegócio que buscam diversificar patrimônio com um ativo ligado à produção rural, sem precisar administrar diretamente o plantio, a colheita ou a comercialização.
Segundo a companhia, a análise de viabilidade de um imóvel rural destinado a arrendamento costuma ser diferente da usada para propriedades de uso próprio, já que o retorno do investimento depende do valor de arrendamento praticado na região e da disponibilidade de produtores interessados em arrendar aquela área específica, e não apenas da produtividade potencial da terra do ponto de vista técnico.
Localização e histórico de arrendamento pesam mais do que em outras aquisições
Para quem compra terra para uso próprio, fatores como proximidade da residência do produtor ou de outras propriedades já em operação costumam ter peso relevante na decisão. Já para o investidor que busca arrendar a área, a FourAgro observa que outros fatores ganham importância, como o histórico de arrendamento da região, a presença de produtores estabelecidos interessados em ampliar área plantada e a infraestrutura de acesso e logística disponível para escoamento da produção.
A empresa afirma que essa análise costuma ser um dos primeiros pontos discutidos com o cliente investidor, antes mesmo de avançar para a estruturação da operação de crédito ou consórcio, já que uma propriedade tecnicamente boa para produção, mas em região com pouca demanda de arrendamento, pode representar um investimento com retorno mais incerto do que o esperado inicialmente.
Modalidade de crédito considera o momento em que a renda de arrendamento começa
Diferente de um produtor que já tem receita própria vinda de outras atividades para arcar com as parcelas do investimento, o investidor que compra terra especificamente para arrendar costuma depender, ao menos em parte, da própria renda de arrendamento para viabilizar o pagamento da aquisição. Segundo a FourAgro, esse detalhe muda o planejamento do prazo mais adequado para a operação, já que existe normalmente um intervalo entre a aquisição da propriedade e a formalização do primeiro contrato de arrendamento com um produtor interessado.
A companhia afirma tratar cada projeto de forma individualizada, considerando a experiência prévia do investidor com o setor, o valor disponível para entrada e a margem de tempo que ele tem para aguardar tanto a contemplação de uma cota de consórcio, quando essa é a modalidade escolhida, quanto o fechamento do primeiro contrato de arrendamento da área adquirida. Fundada por quatro sócios com formações complementares, dois bacharéis em Direito, um engenheiro civil e um administrador, a empresa relaciona essa formação multidisciplinar à leitura conjunta dos aspectos contratuais da aquisição e do próprio contrato de arrendamento a ser firmado posteriormente.
Presença no agronegócio aproxima a companhia de investidores e produtores arrendatários
A atuação da empresa em feiras do agronegócio, como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural, Agrotins e Norte Show, coloca a FourAgro em contato tanto com investidores que avaliam comprar terra para arrendar quanto com produtores que buscam ampliar a área de produção por meio de arrendamento, sem necessariamente comprar uma nova propriedade. Segundo a companhia, esse duplo contato ajuda a compreender de perto as expectativas de ambos os lados dessa relação, o que reforça a importância de tratar cada projeto de aquisição para arrendamento de forma criteriosa, sem prometer um retorno de arrendamento predeterminado ao investidor.
Ela também mantém relacionamento comercial com administradoras de consórcio e instituições bancárias, o que, segundo a empresa, amplia as alternativas disponíveis para adequar prazo e modalidade a esse tipo específico de investimento, considerando o perfil de cada investidor e a região onde a propriedade está localizada.
Diferença entre arrendamento em dinheiro e arrendamento em percentual da produção
O contrato de arrendamento rural costuma seguir um de dois modelos principais: um valor fixo pago ao proprietário, geralmente por hectare e por ano, ou uma porcentagem da produção obtida na área, formato mais comum em regiões de commodities agrícolas de maior liquidez. A companhia afirma que essa escolha influencia diretamente a previsibilidade da renda do investidor, já que o modelo fixo costuma oferecer maior estabilidade, enquanto o modelo em percentual da produção está mais exposto a variações de preço e de produtividade da safra.
Segundo a empresa, investidores com menor tolerância a oscilação de renda tendem a preferir contratos de valor fixo, enquanto aqueles que já têm familiaridade com o mercado agrícola e aceitam maior variação em troca de potencial de ganho mais alto em safras favoráveis costumam optar pelo modelo em percentual. Essa preferência, segundo a empresa, também é considerada na etapa de planejamento financeiro, já que impacta o grau de conservadorismo recomendado para o prazo e o valor do crédito ou consórcio utilizado na aquisição da propriedade.

