O Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues informa que apesar de a mamografia ser reconhecida como o principal exame de rastreamento do câncer de mama, a adesão ainda está abaixo do ideal em diversas regiões do país. O atraso na realização do exame compromete a detecção precoce e amplia as chances de diagnóstico em estágios mais avançados. Neste caso, compreender os fatores que levam ao adiamento é essencial para desenvolver estratégias mais eficazes de prevenção.
Medo, desconforto e falta de informação ainda pesam na decisão
Entre os motivos mais citados para postergar a mamografia estão o receio do diagnóstico, a expectativa de dor durante o exame e relatos negativos de outras pessoas. Esses fatores emocionais, somados à falta de informações claras sobre o procedimento, criam uma barreira psicológica que impede muitas mulheres de manterem a rotina de rastreamento.

Para além desses fatores, há quem acredite que, na ausência de sintomas, o exame não seja necessário. Essa percepção distorce o conceito de rastreamento, que existe justamente para identificar alterações antes que elas se tornem perceptíveis.
Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, campanhas de conscientização precisam ir além da divulgação do exame e explicar de forma acessível por que ele é indispensável mesmo quando não há sinais aparentes da doença. Compreenda porque a mamografia é o mais importante dos exames agora.
Mamografia é o padrão de rastreamento, e outros exames são complementares
Outra fonte de confusão é a ideia de que exames como ultrassonografia ou o autoexame substituem a mamografia. Na prática, a mamografia é o método mais indicado para rastreamento populacional, por sua capacidade de detectar microcalcificações e lesões muito pequenas.
O ultrassom é utilizado como exame complementar em casos específicos, como em mamas densas ou para esclarecer achados da mamografia. Já o autoexame tem papel de conscientização corporal, mas não substitui métodos de imagem para detecção precoce. O Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, que é especialista em diagnóstico por imagem, destaca que esclarecer essa diferença é fundamental para evitar falsas sensações de segurança que atrasam o diagnóstico. Mas de quanto em quanto tempo é necessário se preocupar com estes exames? Venha saber mais.
Periodicidade e rotina: por que o exame não deve ser esporádico
A eficácia do rastreamento depende da regularidade. Realizar a mamografia apenas uma vez não garante proteção contínua, pois alterações podem surgir ao longo do tempo. Por isso, seguir a periodicidade recomendada para cada faixa etária e perfil de risco é parte central da estratégia de prevenção.
Quando o exame é feito de forma irregular, perde-se a possibilidade de comparação entre imagens anteriores, o que dificulta a identificação de mudanças sutis no tecido mamário. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues informa que transformar a mamografia em um compromisso anual ajuda a reduzir atrasos no diagnóstico e aumenta a chance de intervenções menos agressivas.
Efeitos sociais do atraso no rastreamento
O adiamento do exame não afeta apenas a saúde individual. Em nível coletivo, diagnósticos tardios sobrecarregam serviços especializados, ampliam filas de tratamento e elevam custos do sistema de saúde.
Além disso, o impacto emocional se estende às famílias, que enfrentam períodos mais longos de tratamento e afastamento das atividades cotidianas. Esse conjunto de efeitos reforça a importância de políticas públicas e estratégias de comunicação voltadas à adesão ao rastreamento.
O doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues evidencia que promover o acesso à informação e facilitar o agendamento dos exames são medidas que produzem benefícios tanto individuais quanto sociais.
Como transformar o exame em parte da rotina de cuidado
Especialistas apontam que agendar a mamografia junto a outras consultas de rotina, manter lembretes anuais e buscar orientação médica regular são estratégias simples que ajudam a manter o rastreamento em dia.
O apoio de familiares e a troca de experiências positivas também contribuem para reduzir o medo e normalizar o exame como parte da vida adulta. Quando o cuidado com a saúde passa a ser tratado como prioridade, a prevenção deixa de ser um evento isolado e se torna um hábito.
O atraso na realização da mamografia é resultado de fatores emocionais, informacionais e estruturais, que exigem respostas integradas da sociedade e do sistema de saúde. Ampliar o acesso, melhorar a comunicação e estimular a formação de hábitos preventivos são estratégias centrais para aumentar a adesão ao rastreamento. Na avaliação de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, quanto mais cedo a prevenção se torna rotina, maiores são as chances de transformar o câncer de mama em uma condição cada vez mais tratável.
Autor: Mondchet Thonytom

