Em referência ao informado pela Rede GTB, uma das revendedoras mais tradicionais do Rio de Janeiro, um posto com carregador elétrico virou pauta constante no setor de combustíveis, que busca se adaptar às mudanças no comportamento do consumidor. Diante desse cenário, muitos gestores se perguntam se instalar um carregador elétrico realmente compensa ou se representa apenas um custo adicional sem retorno perceptível a curto prazo. A seguir, avalia-se o investimento necessário, o tempo médio de retorno e o impacto direto do carregador sobre o ticket médio do posto. Afinal, vale mesmo a pena entrar nesse mercado agora?
Quanto custa instalar um carregador elétrico no posto?
O valor de instalação varia conforme a potência do equipamento e a estrutura elétrica já existente no local. Carregadores de recarga lenta custam menos, mas atendem clientes por horas; já os modelos rápidos, ideais para postos de alto fluxo, exigem investimento maior em infraestrutura elétrica e adequação da rede local.
Bem como aponta a GTB Brasil, que acompanhou de perto transições semelhantes ao longo de seus mais de 40 anos de atuação, o retorno financeiro de um carregador elétrico depende diretamente da localização do posto e do volume de veículos elétricos que já circulam na região. Assim sendo, postos em áreas urbanas tendem a sair na frente nesse processo.
Tempo de retorno do investimento em carregadores elétricos
O prazo de retorno pode variar entre dois e cinco anos, dependendo da tarifa de energia cobrada, do número de recargas diárias e da política de preços adotada pelo posto. Inclusive, postos que combinam carregador com outros serviços, como loja de conveniência, tendem a recuperar o investimento em menos tempo, conforme a Rede GTB fundamento.
Quem procura um posto com carregador elétrico hoje?
O público que busca recarga em postos ainda é formado majoritariamente por motoristas de aplicativo e frotas corporativas, que dependem de disponibilidade e agilidade para manter a operação diária sem interrupções longas. Como elenca a GTB Brasil, esse perfil valoriza a previsibilidade tanto quanto o preço da recarga aplicado pelo posto.

Isto posto, com o avanço gradual da frota elétrica particular no país, esse público tende a se ampliar de forma constante nos próximos anos, o que reforça a importância de o posto se posicionar antecipadamente nesse mercado ainda em formação no cenário brasileiro e evitar ficar atrás da concorrência local.
Como o carregador elétrico pode aumentar o ticket médio do posto
Enquanto o veículo recarrega, o motorista permanece parado no posto por período mais longo que o de um abastecimento tradicional, o que abre espaço para consumo adicional. Segundo a Rede GTB, esse tempo de espera pode ser convertido em receita extra quando o posto oferece boa estrutura de apoio ao cliente. Entre algumas opções, estão:
- Loja de conveniência: espaço para lanches, bebidas e itens de necessidade imediata durante a espera;
- Café e área de descanso: ambiente confortável aumenta o tempo de permanência e o consumo;
- Serviços automotivos: calibragem, lavagem e pequenos reparos aproveitam o tempo ocioso do motorista;
- Parcerias comerciais: convênios com aplicativos e cartões de recarga atraem público fiel à marca.
Diversificar serviços dentro do posto sempre foi uma estratégia eficaz para reter clientes e aumentar a receita por visita, e o carregador elétrico se encaixa exatamente nessa lógica de agregação de valor ao negócio como um todo.
Carregador elétrico como diferencial competitivo para o posto de amanhã
Em última análise, decidir investir em um carregador elétrico não deve depender apenas do cálculo de payback isolado, mas da visão de que o posto está se tornando um ponto de serviços completo, e não apenas um local de abastecimento. Portanto, quem adotar essa tecnologia com planejamento irá sair na frente nesta corrida.

