PT, PL e outras siglas correm contra o calendário eleitoral para oficializar candidaturas até 5 de agosto
Quem acompanha o noticiário político nas últimas semanas provavelmente já percebeu um volume maior de agendas partidárias, encontros e anúncios de pré-candidatos. Isso acontece porque o período de convenções partidárias começou em 20 de julho e vai até 5 de agosto, marcando a transição da fase de pré-candidaturas para a disputa concreta pelas eleições gerais de 2026. É nessas reuniões que os partidos transformam pré-candidatos em candidatos oficiais, definem coligações e sorteiam os números de urna. Para quem ainda tem dúvidas sobre como esse processo funciona e o que ele muda na prática para o eleitor, vale entender o calendário e os principais nomes que já começam a se consolidar na corrida ao Palácio do Planalto. Revista Fórum
Como funciona o calendário das convenções
O mecanismo é simples, mas tem prazos rígidos. O prazo para as convenções vai de 20 de julho a 5 de agosto, com registro de candidaturas até 15 de agosto. Depois de definidos os nomes internamente, cada legenda precisa levar a candidatura à Justiça Eleitoral, seguindo as regras do Tribunal Superior Eleitoral. Depois da homologação, os partidos terão até o dia 15 de agosto para registrar as candidaturas no TSE, enquanto a campanha oficial começará em 16 de agosto, data a partir da qual passam a valer as regras de propaganda eleitoral. BPMoneyGazeta do Povo
O calendário separa dois níveis de disputa. As convenções nacionais tratam apenas dos cargos do Executivo federal, ou seja, presidente e vice-presidente. Já os candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual são definidos nas convenções estaduais, que seguem o mesmo prazo, mas ocorrem separadamente em cada unidade da federação. Para as federações partidárias, arranjos em que dois ou mais partidos atuam juntos por pelo menos quatro anos, a convenção também é unificada, diferentemente das coligações, que valem só para o período eleitoral.
PT e PL caminham para oficializar seus favoritos
Entre os nomes já confirmados, dois concentram a atenção da imprensa. A convenção do PL está marcada para 25 de julho, quando a legenda lança oficialmente o senador Flávio Bolsonaro à Presidência. O contexto ajuda a entender por que o filho do ex-presidente assumiu a ponta da chapa: Jair Bolsonaro não será candidato, já que está preso cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado e está inelegível, o que deixou a família concentrada em viabilizar outro nome para representar o grupo político. Jamildoharvard
Do outro lado, o PT deve oficializar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2 de agosto, em um evento que acontece em São Paulo. Outras siglas também já se movimentaram: o PDT realizou sua convenção nacional em 20 de julho, em Brasília, oficializando apoio à reeleição de Lula, enquanto o Missão antecipou o processo e confirmou Renan Santos como candidato à Presidência em encontro virtual. Partidos menores, como PCdoB e PV, programaram convenções virtuais para o fim de julho, encerrando o ciclo antes do prazo final. Poder360Metrópoles
O que muda para o eleitor a partir de agora
Com as candidaturas caminhando para serem oficializadas sem grandes surpresas, a atenção do eleitor tende a se voltar para o que vem depois: o início oficial da propaganda eleitoral, previsto para 16 de agosto, quando começam a valer regras específicas de tempo de TV, rádio e internet para cada candidatura. É também a partir desse momento que pesquisas eleitorais, debates e estratégias de campanha ganham força na cobertura jornalística.
Para especialistas ouvidos pela imprensa, dificilmente haverá mudanças na composição das principais chapas presidenciais depois das convenções, já que tanto PT quanto PL escolheram antecipar suas definições justamente para reduzir incertezas internas. Isso não significa, porém, que o cenário esteja fechado nos estados, onde disputas por vagas ao governo e ao Senado ainda podem gerar acordos de última hora até o fim do prazo, em 5 de agosto.
As convenções partidárias de 2026 marcam, assim, o fim de meses de especulação e o início formal da corrida eleitoral de outubro. Até 15 de agosto, todos os nomes que vão disputar os principais cargos do país estarão registrados na Justiça Eleitoral, e a partir de 16 de agosto o eleitor passa a acompanhar uma campanha oficial, com regras próprias de propaganda e fiscalização. Até lá, vale ficar de olho nas convenções estaduais, que definem quem disputa governos, Senado e Câmara em cada canto do Brasil.
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