No entendimento de Tiago Oliva Schietti, o setor funerário desempenha um papel essencial na sociedade ao lidar com momentos sensíveis que exigem respeito, ética e responsabilidade técnica. Por trás dos rituais de despedida, existe uma rotina de trabalho que envolve riscos biológicos, contato com agentes contaminantes e procedimentos que precisam ser executados com extremo cuidado. Nesse contexto, a biossegurança e a qualificação profissional assumem um papel central na proteção dos trabalhadores, das famílias e da saúde pública.
Mais do que uma exigência legal, a adoção de práticas de biossegurança e o investimento na capacitação dos profissionais refletem o grau de maturidade e profissionalização do setor funerário. Em um ambiente que lida diretamente com fluidos corporais, materiais perfurocortantes e microrganismos potencialmente patogênicos, atuar sem preparo adequado representa riscos significativos e desnecessários.
Biossegurança como base das atividades no setor funerário
Segundo Tiago Oliva Schietti, a biossegurança pode ser definida como o conjunto de medidas destinadas a prevenir, minimizar ou eliminar riscos inerentes às atividades profissionais que possam comprometer a saúde humana e o meio ambiente. No setor funerário, essas medidas estão diretamente ligadas à manipulação de corpos, ao preparo para velórios e sepultamentos e aos processos de higienização dos ambientes.
A correta aplicação de protocolos de biossegurança reduz a exposição dos trabalhadores a agentes biológicos e químicos, além de evitar a contaminação cruzada. O uso adequado de equipamentos de proteção individual, a higienização rigorosa das mãos e superfícies e o descarte correto de resíduos são práticas fundamentais para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e controlado.
Quais riscos ocupacionais estão presentes no setor funerário?
Os profissionais que atuam no setor funerário estão expostos a diferentes tipos de riscos ocupacionais, muitos deles invisíveis, conforme explica Tiago Oliva Schietti. O contato com sangue, secreções e tecidos pode representar risco de transmissão de doenças infecciosas, especialmente quando não há protocolos claros ou treinamento adequado. Além disso, produtos químicos utilizados na conservação e higienização também exigem manuseio cuidadoso.
Outro fator de risco está relacionado à rotina emocionalmente exigente da atividade. O contato constante com o luto e situações delicadas pode gerar impactos psicológicos significativos. Por isso, a biossegurança no setor funerário não se limita apenas aos aspectos físicos, mas também envolve cuidados com a saúde mental e o bem-estar dos profissionais.

A importância da qualificação profissional no setor funerário
De acordo com Tiago Oliva Schietti, a qualificação profissional é um dos pilares para a aplicação efetiva da biossegurança. Profissionais capacitados compreendem os riscos envolvidos em suas atividades e sabem como agir de forma preventiva. Cursos, treinamentos e atualizações constantes permitem que esses trabalhadores executem suas funções com mais segurança, eficiência e ética.
Além disso, a qualificação contribui para a valorização da profissão e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Um profissional bem treinado transmite confiança às famílias atendidas e fortalece a imagem do setor como um todo. Em um ambiente que exige sensibilidade e precisão técnica, o conhecimento adequado faz toda a diferença.
Práticas essenciais de biossegurança no setor funerário
A aplicação da biossegurança no setor funerário envolve um conjunto de práticas que devem ser incorporadas à rotina de trabalho. Essas ações precisam ser padronizadas, supervisionadas e continuamente reforçadas por meio de treinamentos e orientações técnicas.
Entre as principais práticas de biossegurança, destacam-se:
- Uso correto e contínuo de equipamentos de proteção individual;
- Higienização frequente das mãos e dos instrumentos de trabalho;
- Descarte adequado de resíduos biológicos e perfurocortantes;
- Limpeza e desinfecção dos ambientes conforme protocolos definidos;
- Adoção de procedimentos operacionais padronizados.
Essas medidas reduzem significativamente os riscos de acidentes e contaminações, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e organizado.
Biossegurança e legislação: responsabilidade técnica e legal
O setor funerário está sujeito a normas sanitárias e legislações específicas que estabelecem critérios mínimos de biossegurança, como elucida Tiago Oliva Schietti. O cumprimento dessas exigências não é apenas uma questão de boas práticas, mas também de responsabilidade legal. A ausência de protocolos adequados pode resultar em sanções, interdições e prejuízos à reputação das empresas.
Nesse sentido, a qualificação profissional também está ligada ao conhecimento da legislação vigente. Profissionais capacitados conhecem seus deveres, entendem a importância do cumprimento das normas e contribuem para que as empresas atuem dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores. Isso fortalece a segurança jurídica e a credibilidade do setor.
Qualificação contínua como estratégia de melhoria do setor
Em conclusão, a qualificação no setor funerário não deve ser vista como um processo pontual, mas como uma prática contínua. Novas técnicas, produtos e normas surgem ao longo do tempo, exigindo atualização constante dos profissionais. Investir em capacitação contínua é uma estratégia eficaz para melhorar processos, reduzir riscos e elevar o padrão de atendimento.
Autor: Mondchet Thonytom

