VARÍOLA DOS MACADOS: Limeira monitora, mas sem casos

VARÍOLA DOS MACADOS: Limeira monitora, mas sem casos

Nenhuma suspeita ou confirmação da doença foi registrada; Saúde monitora rede pública e privada

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Com 98 casos registrados até a quinta-feira, 7, o Estado de SP tinha o maior número de doentes, entre os sete estados com infectados pela Varíola dos Macacos. Em seguida vinham Rio de Janeiro, com 28; Minas, 8, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul, com dois casos cada e Rio Grande do Norte e Distrito Federal, com um caso, também cada um, totalizando 142 casos no país. O primeiro caso foi registrado no último dia 8 de junho. Aqui em Limeira, a Secretaria de Saúde informou à Tribuna de Limeira, que mantém contato com a rede pública e privada de saúde no monitoramento de casos suspeitos ou confirmados da Varíola dos Macacos. Já a rede de a vigilância está em alerta para a doença. “Até o momento não há casos suspeitos ou confirmados no município”, afirmou a pasta, após questionamento da Tribuna.
A Tribuna também procurou a infectologista da Unimed Limeira, a médica Maria Beatriz Bonin Caraccio, para falar sobre a doença e o que ela representa de ameaça à população. A médica também confirmou que não há nenhum caso suspeito o confirmado da Varíola dos Macacos em Limeira, mas é preciso muito cuidado.  Trata-se, de acordo com a infectologista de um vírus, da família Poxvírus. Um vírus que sempre existiu e causa doenças em animais diversos, não apenas em macacos. “Os homens adquirem acidentalmente a doença em contato com animais infectados e podem transmitir a outras pessoas também pelo contato com as lesões de pele causadas pelo vírus”, comentou.
Segundo ela, os vírus da Varíola Humana fazem parte da mesma família de vírus, mas o Monkeypox é doença típica de animais, enquanto a varíola, já extinta na década de 1970 no mundo, é doença de humanos. A Dra. Maria Beatriz informou, também, que é uma doença endêmica na África e já ocorreram diversos pequenos surtos autolimitados pelo mundo desde a década de 1950. E a principal causa do contágio, entre as pessoas, se dá através do contato de uma com as feridas infectadas de outra. E, entre os cuidados apontados pela médica, é necessário evitar contato com indevidos doentes. “Neste surto atual, tem sido observado a doença causando pequeno número de lesões, frequentemente lesões genitais em homens que fazem sexo com homens, entretanto, qualquer lesão de pele ou mucosa nos indivíduos infectados transmite a doença”, lembrou.

VACINAS
“As pessoas já vacinas para a varíola, conforme a Dra. Maria Beatriz, têm proteção cruzada contra a Monkeypox, por se tratarem de vírus da mesma família”. A infectologista explicou, também, que a vacina de varíola confere proteção contra o Monkeypox e ainda que possa não impedir a doença, pode fazer com que seja uma doença bem branda. “Entretanto, como a doença está extinta, não existe mais vacinas de varíola para uso comercial, apenas alguns estoques em centros de estudos internacionais, as chamadas reservas de segurança do mundo”, enfatizou. Já a transmissão ocorre desde a fase inicial até o completo desaparecimento das lesões de pele, que podem durar cerca de duas semanas. E também pode acontecer pelo contato com materiais contaminados do paciente com as lesões. “A doença se resolve espontaneamente em cerca de duas até quatro semanas, mas pode ser mais grave em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunodeprimidas”, destacou.
A médica conclui, afirmando que os principais sintomas neste surto em curso são febre, mal estar, dor de cabeça, dores musculares, aumento de gânglios (ínguas) e a seguir o aparecimento de lesões de pele que evoluem com pequenas bolhas com pus. “Na evolução os sintomas desaparecem sozinhos e as lesões de pele secam espontaneamente, viram crostas e desaparecem”, finalizou.

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