PONTO UM

PONTO UM

Adaptações necessárias

Duas gravíssimas ocorrências chamaram a atenção dos limeirenses em praticamente uma semana. Na primeira, Tiago, mais conhecido como Cebola, um atleta amador, bastante querido e conhecido neste meio, foi assassinado com requintes de crueldade. Os motivos, até agora investigados, apontam para um crime passional, e até que o suspeito seja capturado e apresentado ao julgamento, segue uma inquietação perturbadora. Na segunda, o pesadelo vivido por uma corretora de imóveis que, ao deixar seu marido no trabalho, foi vítima de um sequestro relâmpago. Em poder de marginais por mais de seis horas, o pesadelo desta profissional só terminou após a atuação decisiva das autoridades policiais, que dissuadiram seus raptores a liberá-la. Ainda que estes dois casos não guardem qualquer relação, exceto pela indignação provocada contra seus autores, a violência e a perversidade de mentes criminosas são ações contra as quais devemos estar sempre vigilantes. Porque, para os marginais, a motivação de seus comportamentos, ainda que estudados ao longo dos séculos, dificilmente pode ser projetada por uma mente minimamente sã. Para uma simples ideia, o crime de estelionato aumentou mais de 100% no Rio, e somente entre janeiro e maio deste ano foram registradas 51.500 ocorrências. Os golpes, popularmente conhecidos, aparecem uma vez em cada seis relatos. Bem, os limeirenses ficam chocados, obviamente, em razão da dimensão dos crimes, mas nossa cidade, felizmente, não apresenta este cotidiano. Ao contrário, os serviços prestados pela muralha digital contra roubos de veículos, predominantemente, seguem suas funções exitosas e, recentemente, a reativação do grupamento ciclístico reforçou os esforços preventivos contra os chamados “meliantes de ocasião”, cujas intenções podem ser reconhecidas pela inteligência policial. Finalmente, o trabalho desenvolvido pela Guarda Municipal segue em linha com o que dela se espera, pois dificilmente não se registra uma operação importante praticamente a cada dia da semana. Por isso, de volta ao início deste comentário, os fatores facilitadores são constantemente observados pelos criminosos, cabendo a todos nós, neste exercício diário, minorá-los. O que inclui, entre outras ações, o uso de aparelhos celulares em momentos de privacidade. Para um simples registro, a “moda” em São Paulo, hoje em dia, é não os exibir em público, da Rua Santa Efigênia à Avenida Paulista. Assim como os ladrões se adaptam, devemos fazer o mesmo.

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