DE 81 ESCOLAS MUNICIPAIS: “Todas precisam de reformas”, diz secretário

DE 81 ESCOLAS MUNICIPAIS: “Todas precisam de reformas”, diz secretário

Prefeitura acumula 135 pedidos desde 2017; há pedido que aguarda solução há 15 anos e processo ainda tramita

Felipe Voigt
LIMEIRA
redacao@tribunadelimeira.com.br

 

A secretaria de Educação de Limeira afirmou que possui 147 processos administrativos abertos para reformas e manutenções em escolas municipais. A maioria dos procedimentos foi protocolada a partir de 2017, início da gestão do prefeito Mario Botion (PSD): são 135 solicitações nestes cinco anos do atual governo.
Segundo o secretário André Luis De Francesco, os critérios utilizados para definição das prioridades foram “necessidades emergenciais das unidades escolares, projetos que já estavam em fase final de elaboração, adequações para melhoria do atendimento aos alunos e condições de trabalho dos servidores, além de dotação orçamentária disponível”. A resposta do secretário com os dados foi encaminhada à Câmara após um requerimento protocolado pela vereadora Constância Félix (PDT) em maio deste ano.
O mesmo secretário afirmou ao legislativo em fevereiro que todas as escolas municipais precisam de reparos. “Atualmente todas 81 Unidades Escolares precisam de pequenas manutenções como serviços de elétrica, hidráulica, dedetização, limpeza dos reservatórios de água, capinação, manutenção em alarmes, sistema de incêndio, entre outras pequenas ações que são realizadas pela própria unidade escolar com os repasses do Termo de Colaboração”.
Há casos como o do Centro Infantil Caroline Pardo Campos Freire, no Jardim do Lago, que desde junho de 2013 aguarda melhorias na estrutura física do prédio. O local atende 200 crianças do berçário ao maternal e as principais demandas são a troca do telhado e a reforma dos banheiros.
Os vereadores da Comissão de Educação visitaram a escola em abril e constataram a necessidade de solução dos problemas. Formado por Elias Barbosa, Constância Felix e Terezinha da Santa Casa, o colegiado chegou a questionar a secretaria sobre o assunto e a última tramitação do processo aconteceu em fevereiro deste ano, onde se encontra parado na divisão de projetos e infraestrutura da secretaria. A previsão encaminhada é que as reformas aconteçam no início do segundo semestre, sem prazo para conclusão.
Analisando apenas os dois mandatos de Botion, o pedido mais antigo se refere ao Centro Infantil Stella Regina Furlan, que desde março de 2017 solicita uma reforma elétrica na unidade. Porém, a tramitação está barrada no mesmo setor da secretaria desde agosto do ano passado. A previsão é que a adequação ao projeto elétrico aconteça ainda este mês, mas sem estimativa de colocá-lo em prática.

LONGA ESPERA
Mas o exemplo mais impressionante da morosidade do poder público é na EMEIEF Prof. Creso Assumpção Coimbra, no Jardim Campos Elísios: em 2007 foi solicitada a construção de um muro na escola, já que o prédio é protegido apenas por alambrado.
Depois de voltar duas vezes ao departamento para elaboração do projeto no atual governo (em 2017 e 2021), o processo só foi encaminhado novamente à escola em maio deste ano. Sua execução, porém, não está no cronograma divulgado pela pasta.
Para o fotógrafo Márcio Magrin, pai de uma aluna da escola, a situação é preocupante em razão da exposição das crianças. “Hoje, na situação em que a gente vive, com várias coisas acontecendo em relação a pessoas maldosas que querem sequestrar crianças, estando de fora do alambrado é possível ver tranquilamente lá dentro. Se você quiser um alvo, é só parar o carro e ficar ali observando. Até mesmo filmando, porque está fácil o acesso”.

Segundo ele, a simples construção do muro já deixaria todos mais tranquilos em relação à vulnerabilidade dos estudantes. “Seria muito bom se as autoridades olhassem para essa escola, porque o ensino é muito bom e a diretoria ficaria muito mais tranquila em relação à segurança das crianças. Como pai, quero pedir encarecidamente que olhem para essa escola”.

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