‘Minha democracia’

‘Minha democracia’

A palavra democracia e tudo o que ela significa se torna um grande risco, quando é invocada por religiosos fundamentalistas e até mesmo políticos despreparados para ouvir uma crítica. A democracia, nesses casos, chega até onde interessa a vontade dessas pessoas que, despreparadas para servir ao público, se servem desse público e, muitas vezes, partem para agressão verbal, como se fossem donos do pensamento alheio e da opinião daqueles que não comungam com os absurdos que pregam.
Por não conseguirem contextualizar uma crítica, se exibem como democratas, defendem o direito de todos, mas negam esse direito até a seus iguais. Porque nesses casos, os iguais não leem na mesma cartilha e representam comunidades execradas por eles, que exalam intolerância pelos poros e têm o ódio estampado no rosto, quando conseguem elevar o grau de humilhação a essas minorias. Não por acaso são fundamentalistas, por que interpretam a própria religião – ou seita – com idolatria e preconceito.
A Tribuna de Limeira, assim como outros jornalistas e entidades, foram atacadas brutalmente por essa incompreensão na sessão ordinária da última segunda-feira, 23, através de dois vereadores que não suportam serem contestados. Francisco Maurino dos Santos, o Ceará, do Republicanos, e Sidney Pascotto, o Lemão da Jeová Rafá (PSC), que está presidente da Câmara. O primeiro atacou, ofendeu e, o segundo, corroborou e mandou o editor-chefe do jornal, o jornalista Antonio Claudio Bontorim (ambos não citaram o profissional nominalmente, talvez por falta de coragem) cuidar de sua vida, por que nem isso ele [no caso o jornalista] fazia.
Pascotto, ou Lemão da Jeová Rafá, como gosta de ser chamado, teve o desplante de afirmar, que como proprietário da Tribuna, o jornalista não podia manifestar sua opinião. Ceará declarou, publicamente, para esses profissionais “disinquilibrados”, tomarem cuidado e se comportarem. Ameaça esta que está gravada no vídeo da sessão e a disposição do público (https://www.youtube.com/watch?v=ElzuKpYNuyI, às 5h37, hora do arquivo).
A coluna Fora de Expediente, assinada pelo jornalista e alvo das grosserias, traz, abaixo, mais detalhes sobre aquela escabrosa sessão ordinária, onde Lemão, democraticamente, não concedeu o aparte à vereadora Isabelly Carvalho (PT), para se defender, por que ela era uma das citadas por Ceará. A democracia é muito maior que Ceará e Lemão. E a liberdade de expressão é a garantia de que ela seja observada.

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