Indicativo perigoso

Indicativo perigoso

O crescimento da média móvel nos casos confirmados de Covid-19 em Limeira, conforme revelou à Tribuna de Limeira o diretor de Vigilância em Saúde do município, Alexandre Ferrari, em matéria publicada nesta edição, ainda não é preocupante do ponto de vista do controle da doença. Traz, entretanto, um alerta de que a pandemia ainda não passou, está em movimento constante e com risco de mutações mais agressivas. E a melhor prevenção ainda é a vacina.
Na mesma direção dessa preocupação, conforme revelou Ferrari à Tribuna, está a defasagem entre a primeira e segunda doses aplicadas. Ou seja, mais de 30 mil limeirenses ainda não voltaram tomar a dose complementar do imunizante, conforme as determinações do Ministério da Saúde e dos programas nacional e estadual de imunização. Muitos alegando efeitos adversos na primeira dose e outros, de acordo com o próprio diretor da Secretaria de Saúde, por acreditarem que a pior fase já passou e não há mais riscos.
Há riscos, sim. Há perigo em novas ondas e novas variantes já estão sendo catalogadas e, por isso a continuidade de todo o processo vacinal é de extrema importância. Principalmente para que não se tenha um retorno acentuado das contaminações, internações e óbitos causados pelo coronavírus, como os já registrados. A última média móvel de casos confirmados em Limeira, conforme explicou Alexandre Ferrari, se deu até o encerramento da semana do último dia 15 de maio, com 16,7 casos diários, depois de uma queda acentuada, com o registro de três casos por dia, no dia 17 de abril.
Mesmo com esse crescimento, Limeira ainda está numa situação confortável em todos os sentidos, mas não pode abusar da sorte e largar em definitivo os hábitos dos últimos dois anos. A vacinação é a prioridade, pois ela garante um enfraquecimento das novas variantes, mas o uso da máscara facial, para quem está com sintomas gripais, tomando imunossupressores, fazendo quimioterapia ou outros tratamentos ainda é recomendado. O que ninguém deseja é voltar às medidas mais drásticas, como distanciamento social, por exemplo. O que não é o caso de Limeira, que vem monitorando diariamente a situação e os números e também da vacinação, que já atingiu, também, 79% da população infantil – entre cinco e 11 anos – entre os grupos prioritários. Ainda é pouco, mas os indicativos são positivos, em especial após tanta propaganda em contrário. Atenção, entretanto, nunca é demais.

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