Ignorância mata

Ignorância mata

A Tribuna de Limeira trouxe, em sua edição passada, a de número 332, matéria sobre a campanha de vacinação contra a gripe, iniciada em abril, e a contra o sarampo, essa mais recente. Há cerca de duas semanas apenas. Como não dá para avaliar ainda os resultados da imunização contra o sarampo, é preciso se concentrar nos números da vacina contra a Influenza A, H1N1 e H3N2, e B, cujos índices ainda estão em patamar abaixo da média.
É preciso lembrar, antes disso, que os porcentuais de imunização já vêm caindo ano a ano e teve uma queda acentuada nos últimos dois anos, que coincidiu com a pandemia no novo coronavírus. Mesmo assim não é argumento para os baixos índices de vacinação apresentados, quando muitos dos grupos prioritários até ultrapassavam os 95% preconizados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e, em alguns casos, iam acima dos 100%. O tema é recorrente, mas é preciso voltar à discussão, de tempos em tempos, uma vez que está sendo cada vez mais deixado em segundo plano.
Em que pese os municípios acentuarem a divulgação das campanhas, assim como os estados da federação, o governo federal não faz a parte dele. E isso vem de longe. Desde 2016, acentuando-se a partir de 2019 até o momento, as grandes campanhas de conscientização sobre a importância das vacinas sumiram dos meios de comunicação. A televisão, que era usada à exaustão pelo Ministério da Saúde, com personagens como Zé Gotinha, hoje não traz mais as informações necessárias.
E, com isso, as pessoas vão deixando de lado a adesão às campanhas, muitas delas influenciadas pelos grupos antivacina e recheados de teorias da conspiração, outras pela própria falha na divulgação, que deveria ser encarada como prioridade, mas na atual administração é disseminada em forma de fake news e embutindo muitas teorias de conspiração, que não ajudam em nada o avanço dessa proteção, que se sabe, é a mais eficiente, desde o seu início.
Neste ano, na vacinação contra a gripe, por exemplo, é a baixa procura das gestantes pela proteção. Só para se ter uma ideia, os índices estão muito abaixo da média. Hoje, Limeira tem 5,7% do grupo de gestantes imunizado. O que causa surpresa nas autoridades de saúde, devido a importância da proteção, uma vez que são duas vidas em jogo. E o mais grave de tudo isso, é que muitas famílias estão sendo levadas por posicionamentos que contrariam a ciência e, também, pelas falhas nas campanhas publicitárias, hoje inexistentes. E a gripe também pode matar.
O que mais é preciso explicar para que esses índices melhorem?

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