PARA ACADEMIA: Corte de árvores irrita populares

PARA ACADEMIA: Corte de árvores irrita populares

Meio Ambiente afirmou que derrubada de duas árvores da espécie Acácias teve autorização ambiental

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Moradores do Morro Azul, em especial nas proximidades da Praça 1º de Maio, estão reclamando que foram arrancadas duas árvores, já em flor, da espécie Acácia e bem formadas, para a construção de uma academia ao ar livre, em frente à FCA Unicamp. A supressão da vegetação é para dar lugar a uma academia ao ar livre, que de acordo com a prefeitura é um pedido da população, assim como está previsto “no plano de governo do prefeito Mario Botion (PSD)”. A Tribuna de Limeira recebeu uma ligação telefônica de um morador da região, criticando a retirada das árvores, que falou em nome de vários moradores dos bairros adjacentes. A Tribuna também procurou a prefeitura, que através da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, explicou a situação.
Segundo a titular da pasta, secretária Simone Zambuzi, toda supressão de árvores dentro do perímetro urbano de Limeira passa por autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, por meio do Departamento de Política Ambiental, dirigido pelo biólogo Rogério Mesquita. “A supressão nesta praça, portanto, possui licenciamento ambiental e autorização de supressão vegetal conforme legislação vigente”, explicou. Ainda de acordo com ela, a lei permite a supressão de árvores com compensação ambiental por essas, quando houver interesse público sobre o espaço, como melhorias e adequações. “A região da Unicamp recebeu uma intensa arborização recentemente e há o Horto Linear, como forma de mitigação do impacto causado pela supressão para atender a obras de melhoria no local”, afirmou Simone Zambuzi.

NECESSIDADE
A Tribuna também questionou se não haveria como construir a academia em meio à vegetação, porém de acordo com a secretária não, pois o projeto das academias ao ar livre possui tamanhos pré-fabricados ou dimensionados, e para implantação, foi necessário retirar a vegetação. Para tanto, várias secretarias foram envolvidas no projeto, conforme explicou Simone. “A do Meio Ambiente e Agricultura foi a responsável pelo licenciamento da supressão vegetal; a de Urbanismo, a elaboração do projeto; a de Obras e Serviços Públicos, na execução da retirada e do projeto, bem como na fiscalização da obra e, finalmente, a de Esporte e Lazer, que auxilia na indicação dos locais aptos e que possuem demanda”, lembrou.

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