Rede-dependência

Rede-dependência

A segunda-feira, 4, entre 12h e 19h, um pouco mais talvez, o pânico tomou conta das pessoas, como se estivéssemos à beira de uma nova pandemia. Um silêncio ruidoso que durou enquanto durou a falha nas redes sociais capitaneadas por Mark Zuckerberg, a partir do Facebook, que atingiu o Instagram e o WhatsApp. Um apagão de energia, a escassez hídrica e falhas técnicas em sistemas eletrônicos são bastante comuns. Mas quando o “bug” atinge as redes sociais, aí se nota a verdadeira “dependência química”, que provoca uma verdadeira síndrome de abstinência.
Até que ponto isso é saudável para o ser humano? Esse é um tema para especialistas em comportamento. Psiquiatras, psicólogos e terapeutas de toda a sorte são aqueles que têm a capacidade de entender, ou pelo menos procurar entender, o nó que representou na cabeça de milhões de usuários, a falta de acesso a essas três redes, cujos “likes” são mais importantes que a própria alimentação ou até mesmo a própria vida de cada adicto. Foi impressionante ver o desespero que tomou conta de todos. Sim, não é exagero falar de todos. Por falta dos “likes” ou por uso profissional.
Para venda de um produto, exibição de lives e difusão de ideias e, principalmente, de troca de mensagens rápidas. A WhatsApp, mais que um instrumento de identificação político-ideológica, de amigos e empresas, se tornou a principal porta de entrada para troca de mensagens rápidas. Mesmo por que os sistemas estão conectados, através de um imediatismo espantoso em termos de respostas. E assim como o e-mail aposentou o Fac-símile, o popular Fax, na troca de comunicação e documentos, não seria de se estranhar se o WhatsApp, o popular “Zap”, aposente o e-mail. E assim, sucessivamente.
Quem vive de    “likes” teve prejuízo emocional. Quem se utiliza dessas ferramentas de forma profissional, teve prejuízo financeiro. E o dono de todas elas também, mais de US$ 6 bilhões em poucas horas, com a queda das ações nas bolsas de valores. É preciso, entretanto, questionar o quanto somos vulneráveis, quando se percebe que essa vulnerabilidade está dentro de nós mesmos, e que ficamos instáveis quando a instabilidade dos nossos instrumentos diários de comunicação assim se mostram.
Por isso a importância de se estudar a psique humana, quando os neurônios extras, as redes sociais para ser mais exato, falham e, de certa forma, esvaziam muitos cérebros. Muito boa a percepção da charge que a Tribuna de Limeira traz hoje. “Facebug, Instapau; Whatsss???”. E quem concordar com isso é só dar um like. Se não estiver fora do ar.

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