NÚMEROS MENORES: Dengue deve encerrar ano com menos de 500 casos

NÚMEROS MENORES: Dengue deve encerrar ano com menos de 500 casos

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A apenas três meses do final de 2021, Limeira deve fechar o ano com uma redução nos casos de dengue da ordem de 77,5% em relação ao ano passado. Até o momento, o município registrou, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, 370 casos da doença (344 casos confirmados e 26 por critérios clínicos). No ano passado, entre janeiro e dezembro, foram 1.645 ao todo de dengue, 1.436 confirmados e 209 por critérios clínicos. Os números foram revelados à Tribuna de Limeira pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Amélia Maria Pereira da Silva. Como os números do ano ainda não foram fechados, essa é uma projeção com base nos dados existentes.
Segundo Amélia, em 2019 foram 1.010 casos de dengue no acumulado de janeiro dezembro. Já em relação a chikungunya, entre janeiro e setembro foram 10 casos confirmados, porém sem ocorrências no ano passado e apenas cinco casos nos 12 meses de 2019. E no que diz respeito ao zika vírus, até o momento não há registros de ocorrências neste ano, assim como em 2020 e 2019, também sem qualquer registro. A Tribuna fez matéria sobre o 1º trimestre deste ano, que já apontava uma queda de 92,8% nos casos na relação 2021 e 2020. No primeiro trimestre do ano passado, conforme a Divisão de Controle de Zoonoses informou à Tribuna, foram 928 casos de dengue confirmados, no mesmo período de 2021, apenas 68 confirmações. Apesar da preocupação com a pandemia do coronavírus, a dengue também está na mira das autoridades sanitárias do município.

OS ÍNDICES
Já a gerente da Divisão de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, a última avaliação de densidade larvária de 2021 ocorreu em julho, registrando o índice larvário de 0,2 e o predial, também 0,2. Já no ano passado, o larvário ficou em 0,5 e o predial em 0,3. “Em ambas as avaliações o município foi classificado com Satisfatório, segundo o Programa Nacional de Controle da Dengue”, afirmou Pedrina. Já a definição dos índices, de acordo com ela, é composto pelo Índice de Breteau, que é o larvário, que multiplica o número de recipientes positivos para o Aedes aegypti por 100 nos imóveis pesquisados e, o predial, é composto pelos imóveis positivos multiplicado por 100 dos imóveis pesquisados.
Até o último dia 25, foram 23 mutirões contra a dengue contabilizados pela Divisão, de acordo com Pedrina, cujo objetivo é o de prevenção, quando aos sábados os agentes visitam os imóveis junto com o morador e orientam sobre a eliminação e como evitar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. “Entre janeiro e setembro deste ano foram nove limpezas compulsórias, que é o último recurso utilizado quando há risco para a Saúde Pública de um determinado local ou área”, comentou. Já os criadouros mais frequentes são inservíveis, plásticos, acúmulo de lixo, mas quantidade varia de imóvel para imóvel. Os últimos dois mutirões do mês de setembro, mostraram mais de 314 criadouros ativos encontrados. Foram 188, no mutirão que visitou 3.489 imóveis no último dia 18, nos bairros Ernesto Kühl, Jardim Luiz Regitano, Lagoa Nova, São Lourenço, Vila Labak e São Simão. E outros 126 criadouros, na visita a outros 2.896 imóveis, nos bairros Residencial Canaã, Jardim Porto Real II e IV, Vila Nova, Jardim Boa Vista, Granja Machado, Anavec e Jardim Planalto.

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