Assédio total

Assédio total

A Tribuna de Limeira trouxe, na edição da semana passada, a de nº 301, matéria sobre o assédio sofrido pelos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) através da rede bancária privada e oficial e, em especial, dos chamados correspondentes bancários ou outras instituições financeiras do gênero. A ideia de produzir a matéria surgiu a partir de uma denúncia de um recém-aposentado, ou seja, que conquistou o benefício após longos 36 anos de contribuição e tempo de serviço trabalhado. Além do denunciante, a Tribuna ouviu, para a confecção desta primeira matéria, o próprio INSS.
Cansado de ser molestado minuto a minuto por ligações e mensagens de SMS, o segurado procurou a Tribuna, para mostrar o seu celular e as datas de pedido e concessão do benefício. Tão logo ele foi comunicado que seu processo estava concluído, ele começou a receber uma série de ligações, principalmente de correspondentes bancários ou empresas que se identificavam apenas como “central dos bancos”. À Tribuna, o INSS afirmou que não disponibiliza essas informações à rede bancária e que é crime esse tipo de contato.
Trata-se, de acordo com o INSS, de uma forma de burlar a legislação que proíbe ao aposentado a concessão do chamado empréstimo consignado, antes dos 180 dias – ou seis meses – da concessão do benefício. E o segurado, nas ligações recebidas, era bombardeado com a oferta e que ela iria começar a ser paga a partir de março. Exatamente o mês em que se completariam os 180 dias de sua aposentadoria.
Nesta semana, a Tribuna procurou mais duas entidades, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e o Procon de Limeira. Ambos foram incisivos em garantir que isso não é permitido. A Febraban, por exemplo, elencou o número de empresas já penalizadas e o Procon de Limeira afirmou que aumentou a reclamação de clientes, em relação aos empréstimos consignados.
Assim como o próprio INSS, essas duas instituições também indicaram o caminho a seguir por quem se sentir lesado com esse assédio (leia matéria na página 5). Em alguns casos, os contatos chegam a dizer que era o próprio INSS quem passava as informações, o que já foi oficialmente desmentido na matéria passada. Vale a leitura e reflexão em torno do tema. Para entender até onde vai o mau-caratismo de quem quer ganhar à custa do dinheiro alheio. Boa leitura a todos.

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