Setembro chegou!

Setembro chegou!

Não. Não vamos falar sobre as manifestações do 7 de Setembro, programada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus mais fieis e caninos seguidores. É hora de nos preocuparmos, mais uma vez, e como sempre ao longo desses quase 18 meses de pandemia, que vem assolando todo o Planeta. E no seu microcosmo, o Brasil, SP e Limeira. Antes de ser dissolvido pelo governador João Doria (PSDB), o Comitê de Contingência para o combate ao coronavírus, seus especialistas já alertavam para o perigo de ações de afrouxamento das regras e, também, da variante Delta do vírus.
Após esses alertas, o governador achou por bem por fim ao Comitê, na forma como era. Não o agradava mais tanto cuidado, se os números estavam caindo em todo o Estado de SP. Pois bem, os números estão baixos, ou melhor, bem abaixo daqueles que assustaram a população como um todo – não se conta, nesse universo, os negacionistas – e os índices melhoraram. A pandemia, porém, ainda não acabou. Está controlada? Ainda não se sabe e, infelizmente, ninguém tem ideia do que vai acontecer. Há previsões, sim, que partem dos pesquisadores e especialistas e que ainda inspiram cuidados da população e com a população. Não há como negar, entretanto, que a vacinação foi a grande responsável por essa “vitória” sobre a Covid-19.
Em Limeira, desde a última quarta-feira, 1º, a estrutura do ARC (Ambulatório de Referência de Combate ao Coronavírus) está com sua estrutura sendo desmontada devido aos também baixos índices de contaminação e óbitos, o que por si só é uma notícia animadora. Mas vale lembrar, conforme mostrou a Tribuna de Limeira em sua última edição, a 297, que o índice de vacinação completa, no município, não passava de 36,5%, com pouco mais de 92 mil vacinados, para uma população estimada de 250 mil pessoas (aquelas que estão aptas a serem vacinadas), nos números apresentados pela Secretaria da Saúde à Tribuna.
E, agora, o Ministério da Saúde se diz preocupado com uma possível alta de internações em setembro, devido ao afrouxamento das regras sanitárias, à variante Delta e à diminuição da proteção vacinal, entre os primeiros imunizados, lá no início do ano. É preocupante em se tratando de uma conclusão do Ministério da Saúde, que desde a posse do general Eduardo Pazuello praticamente negava tudo o que dizia respeito à pandemia. Em especial na questão das regras sanitárias e vacinas. As variantes foram surgindo ao longo desse período.
Se a negação foi a tônica do ministério, por que se preocupar agora? E isso é, com certeza, muito preocupante.

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