Como disciplinar?

Como disciplinar?

O número de motocicletas circulando pelas ruas e avenidas de Limeira, hoje, é assustador. Mais que isso, representa uma triste estatística, também, de envolvimento em acidentes, muitos dos quais fatais a condutores e até mesmo a garupas. E, com a pandemia do coronavírus e o crescimento, de março do ano passado para cá, quando a quarentena pegou a todos de surpresa, a circulação dessas motocicletas aumentou e, em muitas situações, pela própria necessidade de uma fonte de renda, que levou muita gente ao serviço de moto-entrega. Os chamados deliveries, em especial de alimentos.
Para muita gente, até mesmo chefes de família, tornou-se uma fonte de renda e, para tantos outros, renda complementar. O que provocou ainda mais a circulação desse tipo de veículo, de conhecida agilidade por entre os corredores de carros, ônibus e caminhões, o que aumenta ainda mais os riscos, em especial para os condutores das motos, cuja proteção física em qualquer tipo de contato ou queda é praticamente zero. Presenciar situações dessa natureza é muito mais comum do que se possa imaginar, cabendo também ao motociclista – ou motoqueiro – conhecer os seus limites e os do veículo que pilota.
Econômico no consumo de combustível, hoje com os preços nas alturas, e por que não dizer de fácil acesso para sua aquisição, pois também traz o benefício de um custo menor, as motocicletas podem e devem conviver em situação de paz e tranquilidade com os demais tipos de veículos circulantes. Infelizmente, porém, nem sempre é o que se vê e o abuso de muitos pilotos, jovens principalmente, que não dispensam acrobacias indevidas invariavelmente causam estragos. Em todos os sentidos.
A Tribuna de Limeira trouxe, certa vez, matéria analisando essa situação, inclusive com fotografias, procurando as autoridades do trânsito em Limeira, para uma explicação de como controlar e por que não dizer, educar, para um trânsito mais seguro. Mostrar a importância de que há lugar e espaço para todos, bastando que cada um respeite o seu. O que, infelizmente, nem sempre se vê entre os motoqueiros e sua pressa exagerada, muitas vezes por necessidade do próprio trabalho, nas costuras e manobras que põem em risco a todos. Em especial a eles próprios.
Nesta edição, a Tribuna traz nova matéria, desta vez sobre a frota de motocicletas circulantes pela cidade, em dados oficiais conseguidos junto ao Detran-SP. Os números em si, não tiveram grande crescimento nos últimos cinco anos, mas a circulação com certeza sim. Disciplinar é preciso. Mas a pergunta é: como?

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