Será que já é hora?

Será que já é hora?

Desde a terça-feira, 17, as regras da pandemia estão mais frouxas. Em todo o Estado de São Paulo e, por consequência, em Limeira. Espera-se, para o bem da população e da saúde pública, que as autoridades políticas estejam corretas. Que as decisões não precisem ser revistas lá na frente, por que a pandemia está aí à nossa frente e nem todos os especialistas – entre virologistas, infectologistas e cientistas – estão de acordo com essas decisões. Embora elas tenham partido, com certeza, do Poder Executivo e nem se sabe o quanto ouviram seus centros de contingência.
Sabe-se, que no Estado o governador João Doria (PSDB) só não ouviu os profissionais de seu centro de contingências, como também desativou esse centro, afirmando que o número de “conselheiros” estava muito grande e precisaria ser revisto. Alertado Doria foi. Mas pelo visto pouco adiantou e ele já fala em público 100% no Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos, em novembro e na volta das torcidas aos estádios, a partir do dia 1º, também daquele mesmo mês, que dá início ao último bimestre do ano. Já está às vistas com 2022 e suas aspirações políticas.
Mesmo reconhecendo que no início da pandemia o Estado de SP foi um exemplo em suas ações e a vacinação só se deu por que Doria literalmente forçou a barra, “aplicando” a primeira dose da vacina no país, quando a CoronaVac obteve a liberação da Anvisa para uso emergencial, de lá para cá há um excesso de curvas estranhas nesse caminho e, agora, os obstáculos tendem a ser maiores. E já há, também, um alerta que a variante Delta, da Covid-19, pode provocar estragos a partir de setembro, que já está logo ali, aqui em terras paulistas.
Em Limeira, a situação não é diferente. Não se conhece, ainda, ou se têm informações oficiais, de que a variante Delta já chegou por aqui. Em Cordeirópolis, já! Mas a estrutura de controle e combate ao vírus, nessa crise sanitária mundial, também começa a ser desmontada. Espera-se, também, por aqui, que não haja equívocos e que tudo caminhe para o retorno da vida à normalidade, porém não normal, como entendemos poder. E querer. Espera-se, sobretudo, que não tenhamos um setembro favorável ao coronavírus. E agora, mais que nunca, cabe à consciência do cidadão para com ele próprio e com seus semelhantes. A pandemia ainda não acabou!

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