Dias difíceis

Dias difíceis

As mudanças climáticas estão, com certeza, atreladas ao desmatamento das grandes florestas, do excesso de uso de combustível fóssil entre outros motivos, mas esses dois na ordem em que estão, são as principais causas, cujas consequências se percebe diariamente na qualidade do ar que se respira, na falta de umidade e escassez de chuvas. Escassez essa que traz outras e mais graves consequências, como o aumento na energia elétrica, a quebra na produção agrícola e, principalmente, o desabastecimento de água nos grandes centros.
Este último o mais grave de todos os problemas que envolve a humanidade nas últimas décadas. Escassez de um lado e tragédias com excesso do outro. Um desiquilíbrio que vem sendo anunciado, porém pouco trabalhado pelas autoridades governamentais. Muitas das quais, como o presidente Jair Bolsonaro – e outrora Donald Trump, nos EUA – os mais conhecidos negacionistas da causa ambiental. E assistimos, a exemplo do ano passado, o Pantanal, um dos mais importantes biomas do país, esvaindo-se em chamas e, nesse caso, não só consequência dessas mudanças, mas também da ganância e dos crimes ambientais praticados pela exploração mineral e animal.
Mais próximos de nós, assistimos, ao longo desta semana, o grave problema no Parque Estadual do Juquery, na Região Metropolitana de São Paulo, provocado por um crime, que deveria ser incurso no rol dos hediondos: os balões, que sobem com o ar quente e caem em chamas, atingindo florestas, parques, plantações e muitas vezes casas na região urbana. Consequência disso? Para os baloeiros, criminosos de elite, custa uma fiança de R$ 3 mil e pronto. Ninguém sabe quando será o ponto final de cada processo. Para a população, a fuligem e a fumaça, que se juntam ao clima quente e seco, trazendo consequências danosas à saúde.
Não há uma conta mais cara que essa. E Limeira também vem vivendo, nesses últimos dias o efeito dessas mudanças, cada vez mais drásticas. Basta dar uma passada pelas redes sociais e ver os relatos, uma constante de dias esfumaçados e pó preto nos quintais, varandas e até interior de casas e apartamentos. Isso, sem contar, conforme mostrou a Tribuna de Limeira em sua última edição, a baixa qualidade dos mananciais que abastecem o município. Não há como dissociar cada uma dessas situações da grave crise ambiental pela qual atravessamos. Aqui também é a consciência que está em falta.
Até quando?

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