EM SITUAÇÃO DE RUA: Moradores brigam e fazem gritaria

EM SITUAÇÃO DE RUA: Moradores brigam e fazem gritaria

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A situação econômica do Brasil, que voltou a bater recorde de pobreza, após anos de estabilidade e em baixa, tem causado o aumento no número de moradores de ruas, que buscam locais para se acomodar e dormir. E, às vezes, para consumir bebidas alcoólicas ou até mesmo entorpecentes. Independentemente de qualquer razão conhecida, essa situação é um grave problema social e de saúde pública. É o que vem ocorrendo na esquina das ruas 7 de Setembro e Conselheiro Saraiva, onde a marquise de uma escola particular virou abrigo para onde muitos deles vão passar as noites, dormem, fazem suas necessidades fisiológicas e, ao consumirem bebidas e drogas, acabam brigando ou fazendo bagunça, o que está incomodando muitas pessoas que residem no entorno, em casas e prédios de apartamentos. Da segunda-feira, 1º, para a terça-feira, 2, um morador voltou a registrar a bagunça, chamando a GCM (Guarda Civil Municipal), que foi até o local. Nos últimos dias já houve uma redução do número de pessoas lá acomodadas.
A Tribuna de Limeira recebeu, nesta semana, reclamações dessas pessoas e questionou a Prefeitura de Limeira sobre o tema. De acordo com o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal), a autarquia já recebeu várias ligações falando da situação. Um dos moradores de um dos prédios, afirmou à Tribuna que a região já está sendo chamada de cracolândia de Limeira. O Ceprosom, que se manifestou através da Secretaria de Comunicação Social, afirmou que realiza abordagens frequentes neste local. “Na última sexta-feira foi realizada ação neste local, que no momento da abordagem, não havia ninguém. As abordagens são realizadas em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Serviços Públicos e, alguns casos, também a Secretaria da Saúde”, informou o órgão municipal.
Segundo o Ceprosom, as abordagens são realizadas durante o dia e durante a noite todas as semanas e são oferecidos todos os serviços do município: abrigo para pernoite no Centro de Acolhida, encaminhamentos para tratamentos de saúde – em casos de dependência química, contato com a família e retorno para a cidade de origem, vaga permanente na Casa de Convivência, além dos serviços do Centro Pop. Ainda de acordo com o órgão, nem sempre esses moradores aceitam as condições e os serviços disponíveis para esse público no município. “Para a resolução da situação, o Ceprosom já solicitou aos responsáveis pela escola, que fechem o espaço de forma permanente para que essas pessoas não consigam adentrar e permanecer no local”, finalizou.
A Tribuna procurou a direção da escola, que explicou a situação. Desde março do ano passado, com o início da pandemia e o atendimento aos alunos apenas à distância, o local começou a ser procurado para abrigo. Houve até uma tentativa de invasão e roubo no local, que foi avisada por pessoas que residem no entorno. A escola informou, também, que antes mesmo de receber a notificação da prefeitura já estava resolvendo a situação. E nos próximos dias as medidas estarão sendo tomadas.

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