CFE 2021: Campanha prega fraternidade e diálogo

CFE 2021: Campanha prega fraternidade e diálogo

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

O bispo da Diocese de Limeira, dom José Roberto Fortes Palau lançou, durante celebração da missa da Quarta-Feira de Cinzas, 17, às 19h30, na Catedral de Nossa Senhora das Dores, a CFE (Campanha da Fraternidade Ecumênica). O tema deste ano é ‘Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor’ e o lema ‘Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade’, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14. O lançamento oficial, entretanto, através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), ocorreu de forma simbólica e virtual, também na quarta-feira, 17, às 10h, com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem o Conic, de acordo com nota divulgada pela CNBB.
Segundo a nota, a Campanha da Fraternidade 2021 é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas Cristãs. “A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”, afirmou a nota, que continuou: “tudo isso através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo”. A abertura virtual, de acordo com o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário geral da CNBB, deve-se à escolha das entidades promotoras da CFE e em comum acordo com a diretoria do Conic, como forma de prevenção da Covid-19, “para evitar aglomeração nesse momento em que a pandemia assume números que assustam”.

A CADA 5 ANOS
Na mesma nota, a CNBB informou, também, que a CFE tem sido realizada, em média, a cada cinco anos. A iniciativa congrega diversas denominações cristãs, sempre de forma ecumênica, valorizando as riquezas em comum entre as igrejas. E, desde 2000, abordou vários temas. Em 2000 o tema foi “Dignidade humana e paz” e o lema “Novo milênio sem exclusões”; em 2005, “Solidariedade e paz” e o lema “Felizes os que promovem a paz”; em 2010, foi “Economia e Vida” e “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” e, em 2016, o tema foi “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou do meio ambiente e saneamento básico) e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
A CNBB lembrou, também, que desde a sua origem, em 1964, ela tem como grande objetivo despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução, “à luz da Palavra de Deus”. É uma importante ação evangelizadora no horizonte da Doutrina Social da Igreja. Ainda conforme a Conferência, a CF surge como ocasião preciosa para redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais amorosas, promovendo a convivência fraterna e a alegria do encontro como experiências humanas irrenunciáveis, em meio a crenças, ideologias e concepções, em um mundo cada vez mais plural. “É preciso reaprender a dialogar!”, finalizou a nota.

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