Após reportagem da CNN Brasil, município  nega acusação

Após reportagem da CNN Brasil, município  nega acusação

 

Redação
Limeira
redacao@tribunadelimeira.com.br

Um reportagem da emissora de televisão CNN Brasil, que foi ao ar na noite da quinta-feira, 19, e viralizou nas redes sociais e grupos de WhatsApp em Limeira, mostrou acusação do empresário Edson Cortez, sobre suposto suborno, dando conta que o prefeito Mario Botion (PSD), havia pedido vantagem para liberar um empreendimento imobiliário em Limeira. Na manhã desta sexta-feira, 20, Feriado da Consciência Negra, a Prefeitura de Limeira convocou coletiva à imprensa, da qual participaram os secretários municipais de Urbanismo e Assuntos Jurídicos,  Matias Razzo  e Daniel de Campos, respectivamente. Os secretários falaram em nome de Botion, devido a legislação eleitoral.
Segundo nota distribuída pela Secretaria de Comunicação Social, após a coletiva, os secretários negaram a denúncia de Cortez, que é genro  do antigo dono da área, falecido, dando conta de que Botion havia pedido vantagem para liberar um empreendimento imobiliário em parte da área pertencente à antiga concessionária Lival. Razzo e Campos negaram a denúncia, afirmando que a legislação municipal exige que responsáveis por empreendimentos que provoquem impacto ao município apresentem contrapartida em obras públicas como compensação e que venham a beneficiar a população. “Quando soube dessa exigência legal e sabendo que teria que fazer a compensação financeira em obras fugiu a essa responsabilidade, fato que, certamente, teria provocado a acusação feita a Botion”, afirmaram os secretários.
O titular da pasta do Urbanismo exemplificou várias obras públicas bancadas financeiramente por contrapartidas de empresas que aprovaram empreendimentos no município. Umas delas, de acordo com a nota da Comunicação Social, que atualmente está em execução, é a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Campo Bello, que está sendo construída pela MRV Engenharia e Participações Ltda, como contrapartida a um empreendimento vertical que ela está implantando no bairro. Durante a coletiva, outros exemplos foram mencionados, tais como a duplicação da Via Guilherme Dibbern, também executada como contrapartida pelas empresas Jottapar Participações SA, San Domingos Empreendimentos Imobiliários Ltda, BRZ Empreendimentos e Construções S/A e Regina Empreendimentos Sociais Ltda; reformas de escolas; reformas de outras UBSs, sendo a mais recente delas no Parque Nossa Senhora das Dores, obra realizada como contrapartida pela Catagua Construções e Incorporações Ltda.

CONTRAPARTIDAS
Os secretários informaram, também, que outras obras foram feitas por empresas como contrapartidas. “São mais de 50 obras na cidade executadas com base nessa legislação”, afirmou. Já o titular de Assuntos Jurídicos, explicou que todas as contrapartidas compensatórias são documentadas em processos administrativos da Prefeitura. “É tudo feito às claras e de acordo com a lei”, disse Campos. “Esses procedimentos são previstos em lei e nunca foram questionados pelas instâncias de controle, como o Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Judiciário ou Autoridade Policial, em razão da sua legalidade e transparência, trazendo benefício direto a população. Não há suborno e sim medidas compensatórias pelo impacto gerado pelo empreendimento, não podendo a Administração Municipal abrir mão do cumprimento da lei”, explicou.

A Prefeitura anunciou que tomará medidas judiciais contra o empresário responsável pela denúncia, isso também como forma de restabelecer a verdade, preservando a moralidade pública.

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