BANCO DE SANGUE: Doadores reclamam de falta de senha

BANCO DE SANGUE: Doadores reclamam de falta de senha

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Uma doadora de sangue expos, pelas redes sociais, no sábado, 7, um crítica ao Banco de Sangue de Limeira, depois que não conseguiu fazer a doação por falta de senha. De acordo com a postagem, ela disse que deixava sua indignação com o hemocentro (Banco de Sangue) de Limeira. “Sabemos que ainda estamos numa pandemia e estamos no isolamento social e é necessário manter o distanciamento. Muitas pessoas, assim como eu e o Allan, só temos o sábado para fazer a nossa contribuição como doadores de sangue. O local abre às 7h e fecha as 11h, chegamos as 11h e não tinha mais nenhuma senha”, escreveu em seu perfil. Ela disse que muitas pessoas também voltaram para casa naquele dia, sem conseguir doar. O Banco de Sangue informou que aos sábados o número de senhas é reduzido, devido ao menor tempo de atendimento.
Recentemente foi noticiado que o Banco de Sangue da Santa Casa de Limeira, que atende praticamente a todos os hospitais do município e também à região, estava com seu estoque zerado e pedia mais doadores. A Tribuna de Limeira entrou em contato com a assessoria de imprensa da Santa Casa, questionando sobre a denúncia da doadora e solicitando informações sobre a atual situação do local, que é vital ao bom funcionamento do hospital, quando há necessidade de sangue. Sobre o estoque, a Santa Casa afirmou à Tribuna, através de sua assessoria de imprensa, que está controlado e atendendo as demandas no momento. Lembrou, também, que as doações melhoraram um pouco depois da última campanha, mas é relevante, tem semana que vem mais pessoas, outras menos. Importante destacar a importância de ser um doador ativo.
Segundo a Santa Casa, o período mais grave da pandemia, o Banco de Sangue contabilizou uma diminuição das doações neste período de 20%. Sobre a necessidade específica quantitativa, o Banco de Sangue informou que é “difícil falar em um número especifico, pois trabalhamos também com a tipagem dos receptores, não adianta nada ter um estoque alto de B+ AB+ se esta sendo transfundido O- por exemplo, então depende muito do tipo sanguíneo que esta sendo transfundido no momento” Hoje, além de atender os demais hospitais locais e da URC, além da região, como os hemocentros de Campinas, Rio Claro, Americana, Araras e Piracicaba. O ideal, hoje, de acordo com o Banco de Sangue, seria uma média de 25 a 30 doadores diários para manter o estoque em níveis aceitáveis. “Em comparação ao mesmo período do ano passado, tivemos uma queda de 997 doadores no total, isso reflete em 15% a menos por mês”, informou a nota.

MENOS SENHAS
A Tribuna também questionou a Santa Casa e o Banco de Sangue sobre a falta de senha ocorrida no último sábado, 7, conforme foi mostrado por doadores que lá estiveram. Sobre essa questão, o Banco de Sangue informou que aos sábados existe a limitação de 40 senhas sim, pois tem um período menor de funcionamento e para atender melhor cada um dos doadores. “Até mesmo porque precisamos enviar as amostras de coleta para identificação de possíveis doenças, para Campinas em dias de sábado. O que demanda tempo, sendo também mais curto o funcionamento dos demais hemocentros”, finalizou.

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