‘OBRA ENCANTADA’: Alça de viaduto será reconstruída

‘OBRA ENCANTADA’: Alça de viaduto será reconstruída

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A alça de acesso à Marginal Oeste do Tatu, pelo Viaduto Antonio Feres, conhecido como Viaduto da Ford, completa, em fevereiro do ano que vem, cinco anos de interdição, causada por obra inadequada e falta de manutenção, além de nenhuma obra até o momento. Desde fevereiro de 2016 a Tribuna de Limeira acompanha a história daquela alça, que afundou duas vezes e, na segunda, não recebeu mais nenhuma obra. Naquele ano (2016), a Tribuna fez duas matérias sobe o tema, a segunda em agosto, mostrando que o reparo ficaria pronto em dezembro. Há 15 dias, Prefeitura de Limeira anunciou que a reconstrução vai sair do papel e deve começar, através da empresa vencedora do processo licitatório, que é a Preserva Engenharia, conforme nota distribuída pela Secretaria de Comunicação Social. O prazo da obra é de cinco meses e sua entrega pode coincidir com os cinco anos do seu fechamento.
Segundo a nota, a obra é complexa e inclui a execução de proteção em gabiões (estrutura de contenção muito utilizada composta por pedras empilhadas em gaiolas de arame) na margem do Ribeirão Tatu para coordenar o fluxo de águas e evitar novos problemas. De acordo com a nota, a alça afundou em 2013 (a obra, entregue em 2008, durante o governo Sílvio Félix, PDT), e o local foi interditado pela primeira vez. Ela voltou a afundar posteriormente e desde 2016 está interditada, encontrando-se assim até hoje. Conforme a prefeitura adiantou à Tribuna, recentemente, o investimento para essa obra vem de parte da Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), da Caixa, que faz parte do dinheiro liberado para a construção do viaduto na Barroca Funda. “A licitação foi iniciada neste ano e passou por uma suspensão para correção de planilha orçamentária, necessária devido a alterações no projeto executivo e o procedimento exigiu o tempo de qualquer concorrência pública devido a necessidade de respeitar os prazos processuais”, informou a nota.
Na sequência a proteção em gabiões na margem do Ribeirão Tatu, conforme a nota, será feita a recomposição da contenção em terra armada para execução da rampa na cabeceira do viaduto, assim como a reconstrução da laje de aproximação, concluindo com o encaixe na via novamente. “Por fim, será feita a recuperação das margens e gramados, sinalização viária e limpeza geral da obra”, informou a prefeitura. Já o prazo de execução é de cinco meses, porém a Secretaria de Obras e Serviços Públicos alerta que os trabalhos acontecem em período predominantemente chuvoso, o que pode provocar alguns atrasos na obra.

HISTÓRICO
Em fevereiro de 2017, a Tribuna mostrou que a alça do Antonio Feres estava fechada havia um ano e, naquele ano seguia sem prazo para reabertura. À época, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Dagoberto de Campos Guidi, afirmou que por se tratar de uma obra com alto custo, a prefeitura precisaria buscar recursos – junto aos governos estadual ou federal – para a executá-la. Anteriormente, o então secretário da mesma pasta, do governo Paulo Hadich (PSB), Marcelo Coghi, afirmou que o custo girava em torno de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões, cuja promessa era entrega-la em dezembro de 2016, o que não aconteceu. Guidi completou que possivelmente havia faltado manutenção preventiva. O trecho, conforme mostrou a Tribuna, passou por pelo menos duas obras de manutenção após afundamento do asfalto desde a abertura do acesso.
Quando o fechamento da alça de acesso completou dois anos, a
Tribuna trouxe nova matéria, em março de 2018.
Entregue em 2008, ainda no governo Sílvio Félix (PDT), a obra passou pela primeira manutenção em 2012. Quatro anos depois, a margem direita da pista, feita sobre terra armada, sem estrutura de concreto acabou cedendo em, em fevereiro de 2016 deveria passar pela segunda manutenção, agora no governo de Paulo Hadich (PSB), o que também não aconteceu. A Tribuna ouviu novamente o secretário de Hadich, Marcelo Coghi, naquele mês de março, que a segunda manutenção deveria começar após o período de chuvas, mas não avançou. Referindo-se, então, ao porte da obra, Coghi disse que uma obra pública dessa natureza tem que ter durabilidade e a nova reforma iria criar uma base de sustentação e levar o ribeirão ao seu leito natural. À época, ele afirmou que se não houvesse a devida manutenção, a administração pública iria ficar, de quatro em quatro anos, consertando o que já foi consertado. O prazo dessa segunda manutenção estava previsto para dezembro de 2016, mas nada foi feito e, em janeiro de 2017, houve a troca da administração, assumindo Mario Botion (PSD).
Ainda em março de 2018, na mesma matéria, o secretário de Botion estimou o valor da obra em R$ 3 milhões, R$ 1 milhão a mais do que havia informado Coghi, em 2017. Por enquanto, a alça de acesso à Marginal Oeste do Tatu continua fechada. Com a obra anunciada e a empresa já contratada, o novo valor chega à R$ R$ 2.897.507,87, conforme publicado no JOM (Jornal Oficial do Município), do último dia 18 de setembro.  Praticamente o que estimou Guidi, em 2018.

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