MÁRCIO PAIXÃO: ‘Faltou atitude, sobrou improvisação’

MÁRCIO PAIXÃO: ‘Faltou atitude, sobrou improvisação’

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A Tribuna de Limeira dá início hoje à série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Limeira. E, conforme o anunciado na última edição, será seguida a numeração partidária do candidato, cabendo ao empresário Márcio Paixão (PP), que tem o número 11, iniciar a série. Márcio, para quem não conhece, é filho do ex-prefeito Jurndyr Paixão, que marcou época nas décadas de 1970 a 1990 em Limeira. Márcio responde a cinco questões propostas pela Tribuna, que foram iguais a todos os candidatos.
Acompanhe a íntegra da entrevista.

Tribuna de Limeira: Como você, enquanto candidato a prefeito, vê Limeira hoje?
Marcio Paixão: O potencial de Limeira é enorme, mas precisamos avançar para que todos tenham suas necessidades atendidas. Meus pais me inspiraram. Minha mãe, Dorothea, presidiu o Ceprosom e sabia quais eram essas necessidades. Já meu pai, Jurandyr Paixão, com o jeito dele, motivava a cidade a resolver os problemas e progredir. Sei que os tempos mudaram, mas paixão por aquilo que se faz ainda é necessário, principalmente num período como esse de pandemia. Perdemos pessoas queridas, desapareceram empresas e empregos. O isolamento social piorou a falta de integração. Quem chefiava não ouvia as pessoas, as entidades e os servidores. A integração tem que partir do prefeito, que depois, com dados técnicos, toma as decisões. Com a eleição, isso tudo abriu espaço para o aparecimento de pessoas que trazem os vícios da política. A cidade já mostrou que não quer mais isso. Mudar sim, mas sem perder a essência. O prefeito precisa ser inovador nas ações. Hoje não dá para pensar, por exemplo, somente na licitação do transporte. Tem que pensar nos veículos, motocicletas, pedestres, ciclofaixas, na qualidade do asfalto, entre outros.

Tribuna: Em sua opinião, quais são, em todas as áreas, os pontos positivos do município?
Márcio Paixão:
Há muitos. Os espaços esportivos da cidade são um exemplo. Vamos buscar recursos federais para revitalizar esses espaços. Ampliar o monitoramento por câmeras reduz o vandalismo e a criminalidade. Veja os centros comunitários. Há uma rede muito boa que, com melhorias, pode receber ensino à distância para requalificar desempregados, atividades para terceira idade e esportes para crianças. Na cultura, há muitos profissionais competentes. Mas a prefeitura pouco sabe disso, então vamos catalogar e gerar ações que divulgarão a cidade, trazendo emprego e renda. O aprimoramento também é positivo. O fornecimento de cesta básica às pessoas em situação de risco mudará para um cartão-alimentação.  Hoje a cesta não traz nada de higiene pessoal. A pessoa passa a usar o cartão no comércio de bairro, movimentando pequenas empresas. O turismo de negócios crescerá com uma estrutura melhor para compras de joias na Costa e Silva. Precisa revitalizar o Ribeirão Tatu daquela região até a Estação Ferroviária. Nossa rede de atendimento à saúde é ampla também. Precisa de mais médicos e equipe de apoio, e vamos digitalizar alguns dos procedimentos. Quero destacar ainda a motivação do servidor municipal. Tenho sido procurado por pessoas que falam de ações simples nas várias secretarias que geram resultados. Mas essas pessoas não são ouvidas. Isso precisa mudar.

Tribuna: E, quais são as deficiências, em todas as áreas, que podem ser definidas para Limeira?
Márcio Paixão:
Quando a Inter foi campeã em 1986, e meu pai era o prefeito, a cidade como um todo saiu ganhando. Isso é integração. As Secretarias de Esportes, da Educação e Saúde devem atuar juntas, com ações para a criança e para prevenção à saúde da família. Vamos retomar as farmácias que foram fechadas neste governo. Também não podemos mais ficar sem investimentos em habitação. Temos que buscar verbas federais para isso. Estamos perdendo recursos também na área social. A Paula Bocaiúva, minha vice-prefeita, tem experiência na área e sabe o que precisamos fazer. A pandemia vai trazer muita gente para a educação municipal. Precisamos ampliar creches e escolas em tempo integral. Pais dos alunos e os servidores darão opinião sobre como fazer. Emergencialmente, podemos usar mais o bolsa-creche. Gestão é boa parte da solução. Sem gestão e com muita burocracia na prefeitura, uma de nossas forças, a localização privilegiada, pouco ajudará na vinda de empresas e empregos. A empresa que quer se instalar na cidade ou que já funciona aqui tem que se sentir bem-vinda na prefeitura.

Tribuna: Em que área – educação, saúde, segurança, mobilidade urbana, habitação, malha viária, entre outras – o município vai precisar de mais investimentos, tanto de trabalho da administração pública, como de dinheiro também?
Marcio Paixão:
Já citei algumas antes. A Paula e eu temos ouvido sugestões importantes da população. O Coronavírus é um ponto crítico. Teremos que dar suporte aos recuperados e aos profissionais da Saúde, que têm atuado de forma brilhante na linha de frente. A integração cabe aqui também. Estradas rurais bem cuidadas ajudam a escoar a produção e a termos um patrulhamento efetivo. Mas a Guarda Civil Municipal precisa ser melhor equipada e treinada. A zeladoria vai mal. Ouço queixas da varrição das ruas, poda de árvores e praças abandonadas. No nosso governo, zeladoria será um dos focos. Temos visto obras de última hora, mas não resolve! A população já notou o que se pretende com isso.

Tribuna: Se for vencedor no pleito de novembro, qual será sua primeira ação, assim que tomar posse como prefeito de Limeira, para seu mandato de quatro anos?
Márcio Paixão:
Fazer uma análise econômico-financeira da prefeitura, com pelo menos duas medidas para gerar economia: renegociar os contratos de prestação de serviços e avaliar os cargos em comissão. Cargos comissionados serão ocupados em grande proporção por efetivos. A gratificação aos efetivos equilibra a folha de pagamento e premia os funcionários. Dá para usar o que economizar nos cargos com o banco municipal, que emprestará dinheiro aos que tem um pequeno negócio. Vai gerar renda e emprego. Nos últimos dias, vi também que a questão da água ficou mais grave. Vamos rever a fiscalização da BRK e estudar uma represa para captação. Na retomada da economia, o prefeito tem que ser um líder para os servidores e para quem é empreendedor.

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