SARAMPO: Sem casos, doença ainda preocupa Saúde

SARAMPO: Sem casos, doença ainda preocupa Saúde

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A pandemia causada pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, pode estar afastando pais e mães dos postos de vacinação, por receio ou até mesmo medo de contrair a doença. Com isso, outras doenças infectocontagiosas, como o sarampo, por exemplo, que voltou ao país e ao Estado de São Paulo, começam a ficar de lado. A situação já foi sentida em muitos municípios, embora em Limeira ainda não tenha, de acordo com informações da Secretaria da Saúde à Tribuna de Limeira, ocorrido nenhum caso notificado pelos profissionais da pasta, sobre uma possível queda nessa procura. Mesmo assim, a questão preocupa e há, de acordo com a Saúde, risco para a volta da doença, se não houver adesão à vacinação. “A doença voltou pela queda da cobertura vacinal. A manutenção da cobertura vacinal depende muito dos pais, pois esses têm o dever de levar seus filhos para vacinar, na idade correta”, informou a pasta, através de nota enviada à Tribuna pela Secretaria de Comunicação Social.
Segundo a nota, hoje não há casos confirmados no município, apesar das nove notificações de casos suspeitos, mas todas elas foram descartadas por exame laboratorial. “Não há mais casos aguardando resultado”, afirmou a secretaria. Hoje, a vacinação tem três doses distintas às crianças: do zero aos seis meses; de um mês aos 12 meses, e dos dois aos 15 meses. “Se a pessoa não tomou na infância, serão necessárias duas doses até os 30 anos, e 1 até 59 anos e, profissionais da saúde duas doses, independentemente da situação vacinal”, lembrou. Limeira fechou o ano passado com 85,4% de cobertura vacinal para o sarampo.

CONTRA A GRIPE
Já a Campanha de Vacinação contra Gripe foi iniciada em março e, desde a última segunda-feira, 18, professores das redes pública e privada, adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência podem tomar a vacina contra gripe em 12 pontos mantidos pela Prefeitura de Limeira. “Além desses três grupos, também podem se vacinar, gestantes, puérperas, crianças de seis meses a menores de seis anos, doentes crônicos, integrantes das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo, portuários, idosos, a partir de 60 anos e profissionais da saúde”, informou a secretaria. Até o momento, conforme a nota, já foram vacinadas 63.348 pessoas, conforme balanço divulgado na sexta-feira, 15, pela Divisão de Vigilância Epidemiológica.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, a maior adesão está entre os idosos, com 37.874 doses aplicadas e cobertura vacinal de 116,1%. Na sequência, estão os trabalhadores da saúde, com 6.583 doses e cobertura de 104,5%; e crianças de seis meses a menores de seis anos, com 6.132 doses aplicadas e cobertura de 32,3%. “E os dois últimos grupos a serem incluídos na campanha, as gestantes e as puérperas, totalizam, respectivamente, 452 e 102 doses aplicadas ou 16,78% e 23,0% de cobertura”, finalizou.

Vacinação pode ser feita em 12 pontos

Com a pandemia da Covid-19, quatro UBSs (Unidades Básicas de Saúde) voltaram-se à atenção primária para o diagnóstico da doença. A Secretaria da Saúde, porém, mantém outros 12 pontos de vacinação em outras UBSs, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e das 12h30 às 16h. São eles o Planalto, Rua Professor Hely de Almeida Campos, s/nº; Vista Alegre, Rua Alberto Pelegrino, s/nº; Cecap, Avenida Fausto Esteves dos Santos, s/nº; Jardim Aeroporto, Rua Antônio de Luna, s/nº; Nossa Senhora das Dores 2, Avenida Vitório Bortolan, 1.080; Tatu, Rua Jacob Degaspari, 71;
Parque Hipólito 1, Rua Arlinda Abreu Ribeiro, s/nº; Abílio Pedro, Rua Agostinho Gianotto, s/nº; Graminha, Rua Luiz Pereira do Prado, 156; Nova Limeira, Rua José Fontanin, 179; Nova Suíça, Rua Vereador Samuel Berto, s/nº e Vigilância Epidemiológica, Avenida Ana Carolina Barros Levy, 650.
Hoje, conforme a nota da Saúde, não há nenhum tipo de vacina em defasagem e não faltam vacinas nos pontos de imunização. As vacinas pentavalente e DPT estão sendo regularizadas aos poucos pelo Ministério da Saúde. Mas, no momento, estão à disposição da população. (Antonio Claudio Bontorim)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*