Longa rede; trajetória curta

Longa rede; trajetória curta

De tempos em tempos é preciso relembrar que as mídias sociais são uma conquista à liberdade de expressão e ao direito de opinar, contra ou a favor, além do conhecido muito pelo contrário. Há quase dois anos, várias dessas mídias, ou redes sociais, em especial as três mais conhecidas, Twitter, Facebook e Instagram, têm mostrado que muita gente não sabe se comportar de maneira civilizada, incentivando os piores sentimentos que um ser humano traz dentro si, como a intolerância, o ódio e os preconceitos de todos os tipos. O que se vê, em seguida é uma verdadeira avalanche, que desce esgoto abaixo, por que não tem onde desaguar, senão numa fossa séptica.
Tem muita gente se utilizando desse caminho, para trazer o caos social de volta, torcendo para que o caldo entorne e, daí em diante, observar o estrago causado e se aproveitar disso para arregimentar combatentes. Sempre com desinformação. As milícias virtuais estão em todas as ideologias, basta acompanhar tanto à esquerda quanto à direita, para perceber que tem muitos iguais entre ambos. Não é privilégio dessa ou daquela cor partidária ou filosófica. Está na razão do homem, quando ele precisa combater seu inimigo, esquecendo-se que na paz só há adversários.
A índole é que faz a diferença, quando se tenta empurrar um embate para um campo de batalha, mesmo não existindo a guerra. O poder da comunicação é muito forte, pois está calcado no informar e formar, para fazer o cérebro de quem a consome, a refletir. E se essa comunicação acaba perdendo seu próprio pudor, então não se tem mais essa equação e o vale-tudo é o objetivo a ser alcançado. Difícil imaginar como parar uma “milícia digital”, pois as redes têm caminhos que fazem dos milhares de quilómetros, poucos milímetros ao ponto de chegada. Ou nem isso. Então é preciso apelar à consciência de cada cidadão, para que pesquise, cheque e entenda o que é uma notícia falsa e qual a sua diferença da informação verdadeira.

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