PREVIDÊNCIA: Golpistas voltam a atacar por cartas

PREVIDÊNCIA: Golpistas voltam a atacar por cartas

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Chamadas para homologação judicial estão, novamente, chegando a limeirenses, com o propósito de tirar dinheiro de pessoas acima de 60 anos. Desta vez, trata-se do Sindicato dos Servidores Público (com erro de português na concordância final), para afirmar que a pessoa que recebeu a carta é credor de título de Previdência, denominado PAC (Plano de Aposentadoria Complementar) da empresa Família Bandeirantes. A carta, entregue com a chancela dos Correios, tem emblema de escritório de advocacia e é assinada por uma suposta “auditora tributarista”.  A correspondência é assinada pelo escritório Advogados Associados Fernando Figueiredo, com sede em Alphaville, no município de Barueri-SP e a auditora tributarista é Adelina Maria Rodrigues Motta. De acordo com o Procon Limeira, que foi procurado por uma das pessoas que receberam o documento, é golpe e a correspondência deve ser desconsiderada.
Segundo o órgão, várias irregularidades estão listadas na correspondência. A primeira delas, o valor de custas da liminar, que não existe e, ainda, guias de referência que indicam vários órgãos tributários como a Gare (Guia das Arrecadações da Receita Estadual), que é estadual, e o DARF (Documento de Arrecadações Federais), que como o nome indica, é federal e, uma terceira, CPJ (Controle de Processos Jurídicos). Todas as tributações trazem, ainda, um porcentual descrito. O coordenador do Procon, o advogado Fabrício Gimenez, alerta que é fraude e as pessoas devem desconsiderar a correspondência, que traz ainda um número de protocolo e o número do CPF do contribuinte.
Desta vez, o Procon foi procurado por este jornalista que vos escreve que recebeu a correspondência na segunda-feira, 25, em envelope timbrado e com vários telefones para contato. Como eu conheço esse tipo de golpe, procurei o Procon para me informar da situação, que me foi prontamente confirmada. Inclusive o próprio coordenador do Procon, Fabrício Gimenez, confirmou que uma pessoa da família havia recebido também a correspondência. No meu caso, e pela primeira vez estou escrevendo uma matéria jornalística na primeira pessoa, eu teria a receber R$ 69.870,00, com referência a setembro de 2017, mas teria que pagar custas de liminar de R$ 890,00 e custas de homologação no valor de R$ 6.987,00, pouco mais de 10% do título a ser resgatado.
A correspondência traz ainda o nome de um advogado, homônimo de um limeirense, que afirma que expediu e providenciou a impressão, com encaminhamento via correios tradicionais, e disse ter “conferido e subscrito o documento”, antes da assinatura final eletrônica da auditora tributarista.

Município teve outros casos constatados

Ao longo da semana, a Tribuna de Limeira tomou conhecimento de outros casos semelhantes, envolvendo correspondências que solicitavam depósitos, para que os destinatários pudessem resgatar algum valor. O coordenador do Procon, Fabrício Gimenez, lembrou que esse tipo de golpe costuma vitimar pessoas acima dos 60 anos.
Num dos casos relatados, que a Tribuna vai omitir o nome da pessoa, os valores do crédito ultrapassavam a R$ 100 mil. E, da mesma forma, deveria arcar com algumas despesas para garantir que o crédito seria feito. “Nesses casos a correspondência deve ser ignorada, pois não passa de fraude. E na dúvida, o cliente deve procurar o Procon”, finalizou Gimenez. (Antonio Claudio Bontorim)

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