Urgência. Ou emergência!

Urgência. Ou emergência!

Não. Não se trata de votação de projetos na Câmara de Vereadores, mas das atitudes de boa parte – senão de uma maioria – de motoqueiros pela cidade, em especial os que praticam o delivery. E, também, as companhias de moto-táxi. Está cada vez mais difícil dirigir pelas ruas da cidade, pelo excesso de motocicletas circulando e pela falta de responsabilidade de muitos. Invasão de faixas de pedestres com o sinal verde para passagem, cortes abruptos à frente dos veículos e, ainda, o ziguezague da costura, em ultrapassagens arriscadas e até mesmo pelos corredores de veículos, o que é proibido pela legislação de trânsito.
Os semáforos estão cada vez mais curtos para os ‘profissionais da motocicleta’, que não têm paciência e respeito com pedestres e motoristas. A Tribuna de Limeira já tratou desse assunto, sobre as atitudes e ações intempestivas na pilotagem das motos, fácil e visivelmente notada por ruas, avenidas e, especialmente pelo anel viário, no início deste ano, mostrando que o índice de multas havia caído, mas o desrespeito só aumentou. E nos horários de pico isso se complica ainda mais. A Secretaria de Mobilidade Urbana explicou à Tribuna, na mesma matéria sobre o assunto, que tem feito um trabalho de conscientização junto às empresas e aos restaurantes que têm entrega de alimentos, para que haja mais respeito e pilotagem segura.
Parece que será preciso muito mais que isso. A situação se deteriorou de tal forma, que é impossível trafegar ou atravessar as faixas de pedestres com semáforos, quando há motocicletas por todos os lados. O veículo é ágil, econômico e com condições acessíveis para sua aquisição. Isso, entretanto, não significa liberdade fora das regras do Código de Trânsito Brasileiro. Assim como motoristas e pedestres devem o devido respeito a quem está do seu lado, os motoqueiros também o devem. Não estão imunes às regras, por que seus veículos são mais ágeis e estão com pressa.
A urgência, no caso, é uma ação mais dura das autoridades do trânsito. E a emergência será o local para onde muita gente pode ser levada, caso o desrespeito continue sem qualquer fiscalização ou penalidade. A ninguém cabe o direito de brincar com a vida.

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