Na rota do sarampo

Na rota do sarampo

Não é a primeira vez que a Tribuna de Limeira trata da cobertura vacinal em Limeira. Já fez vários alertas e chamou a atenção dos pais, para que não deixem de levar seus filhos aos pontos de vacinação, nas UBSs e na sede central da Vigilância Epidemiológica (são 16 em Limeira), que dispõem de todas as vacinas do calendário nacional. Mais importante que isso, vale repetir, é que quanto mais aumenta o porcentual de pessoas imunizadas, mais as chances de as doenças controladas – algumas até erradicadas – pela imunização tem um espectro maior. Tem o resultado ampliado, pela própria propagação do antígeno pela atmosfera. Mais que a questão da saúde pública é um cuidado especial com a própria família e com a comunidade de uma maneira geral. Esse efeito é fundamental para que a proteção aumente.
Agora é a vez do sarampo. O município não registra casos deste a década de 1990, mas como mostrou esta Tribuna em sua edição passada, está bem abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde. E isso só aumenta os riscos, pois apesar de todo esse tempo sem apresentar nenhum caso, o sarampo está a espreita e já chegou próximo a Limeira, com um caso registrado em Americana e outro em Sumaré, cidades do interior paulista bem próximas. Americana, inclusive faz divisa com nosso município. E o Estado de São Paulo já registra mais de 700 casos da doença, que era considerada erradicada até o ano passado.
Todo o cuidado é pouco. Dar atenção a boatos de que as vacinas têm efeitos colaterais e participar de grupos antivacinas, que se espalham pelas redes sociais, é desacreditar a ciência e todas as pesquisas que possibilitaram chegar até onde a humanidade chegou na proteção contra doenças contagiosas e que podem levar à morte. Pais que não cumprem com essa obrigação atentam contra a vida dos próprios filhos e dos filhos de seus semelhantes também. É hora de fazer a verdade prevalecer nesse oceano de notícias falsas que hoje tomou conta da vida de muita gente. E que está nos levando a um caminho sem volta. É hora de acordar para a realidade.

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