VACINAS: Município cumpre calendário, diz Saúde

VACINAS: Município cumpre calendário, diz Saúde

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Depois de ser reconhecido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), da ONU (Organização das Nações Unidas) como país livre do sarampo, em 2016, o Brasil perdeu seu certificado em fevereiro deste ano, após registros de novos casos da doença. A principal questão, envolvendo o problema, de acordo com especialistas, e com o próprio MS (Ministério da Saúde) é pela baixa vacinação das crianças, que vem sendo registrada nos últimos anos, pelo próprio calendário oficial de vacinação no país. Outras vacinas também estão nessa situação, o que preocupa as autoridades de saúde. Em especial as municipais. E Limeira, como estaria nessa situação? A Tribuna de Limeira procurou a Secretaria de Saúde, para questionar sobre os últimos números, desde campanhas passadas, até o momento. De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Alexandre Ferrari, o município permanece cumprindo todo o calendário vacinal estabelecido pelo MS, com intensa campanha de comunicação, como é o caso da gripe, que está em andamento.
Segundo Ferrari, não há casos suspeitos e nem confirmados de sarampo em Limeira. “A Secretaria de Saúde, porém, recomenda a vacinação contra a doença, assim como de outras vacinas que integram o calendário nacional”, afirmou. A Tribuna também questionou Ferrari sobre o registro de outras doenças, como a poliomielite, caxumba, rubéola, catapora, entre outras dessas moléstias recentemente em Limeira e quando foram registrados os últimos casos e, através dos números, de janeiro deste ano até a última terça-feira, 4, não há casos de pólio no município desde a década de 1980. “Caxumba temos registrado 22 casos, rubéola um caso aguardado resultado e, varicela, 12 casos”, lembrou Ferrari. A maior preocupação, entretanto, de acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, é a omissão de muitos pais e responsáveis em relação à vacinação dos próprios filhos.
Desde a última segunda-feira, 3, de acordo com a Secretaria da Saúde, a vacina contra a gripe, além de continuar atendendo aos grupos prioritários, começou a ser oferecida à população de uma maneira geral.

OBRIGAÇÃO LEGAL
Alexandre Ferrari explica que, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) são obrigatórias todas as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação aos menores de 18 anos. “Da parte do Poder Público, cabe manter as campanhas de forma significativa. Aos pais, a conscientização da importância das vacinas e do dever perante a legislação vigente. A vacina é um meio eficaz para a prevenção de doenças e de agravamentos de saúde”, explicou, para em seguida enfatizar: “se o Poder Público detectar que pais ou responsáveis, voluntariamente, neguem a vacina a seus filhos, o caso poderá ser encaminhado ao Conselho Tutelar ou ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo)”.
Ferrari também comentou em relação à vacinação contra a gripe, afirmando que a campanha foi iniciada no dia 10 de abril, e apesar de toda a campanha publicitária, a meta de vacinação de 90% dos públicos de risco ainda não foi alcançada. “A Secretaria de Saúde, entretanto, se preocupa com a cobertura de todas as vacinas que integram o calendário”, finalizou.

Números mostram município com pouca defasagem vacinal

A Tribuna solicitou, ainda, um balanço dos últimos quatro anos em relação aos porcentuais de imunização, entre as vacinas que são oferecidas para menores de um ano de idade e também para crianças com um ano. No ano de 2015, os porcentuais foram os seguintes para menores de um ano: BCG, 102,40%; Rotavírus, 88,7%; Pneumocócica 10, 94%; Meningocócica C, 91%; Pentavalente, 92,40% e VIP (Pólio), 90,40%. Em 2016, na mesma ordem, 89%; 92,90%; 95,80%; 94,80%; 94,80% e 91,70%. Já em 2017, também nessa ordem, 141,50%; 80%; 82,20%, 78,70%; 76,70% e 75,10% e, finalmente, em 2018, os porcentuais foram 150,80%; 80,70%; 84,10%; 74,50%; 78,40% e 78,70%. Nos casos da BCG, a Secretaria da Saúde informou que a vacina é aplicada logo após o nascimento e como o município realiza partos de moradores de outras cidades, o índice acaba sendo maior que a população local.
Já para as vacinas com um ano de idade são a Hepatite A e Tríplice Viral. Nesses casos, em 2015, a Hepatite Viral atingiu 101,9% e Tríplice Viral, 94,50%. Em 2016, na mesma ordem, 55,20% e 78,30%. Em 2017, 67,70% e 79,30% e, no ano passado, 66,60% e 84,10%.  A vacina BCG é contra a tuberculose; a Pneumocócica, contra a meningite; a meningocócica, também contra a meningite; a Pentavalente, contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas pelo influenza tipo B e a VIP (Pólio), contra a poliomielite. E, a Tríplice Viral, contra o sarampo, caxumba e rubéola. A Prefeitura de Limeira oferece todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que ao todo são 17. (Antonio Claudio Bontorim)

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