Usuário lesado

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A passagem do transporte público, em Limeira, está mais cara desde a última segunda-feira, 17, conforme mostrou a Tribuna de Limeira em sua edição passada. Foi de R$ 4 para R$ 4,50, depois de quase dois anos sem reajuste e com o imbróglio das seguidas prorrogações emergenciais de contrato e a intervenção na concessão, bancada pela atual administração. Duas situações que, até o momento, em nada melhoraram a qualidade do serviço, que hoje voltou ao monopólio de uma única empresa, o que não acontecia desde o final dos anos 1980.
É sabido – e comprovado – que nenhum monopólio é produtivo. Nem para quem o detém e, principalmente, para quem depende desse monopólio. A falta de concorrência leva à acomodação e, dessa forma, não há preocupação pela melhoria e satisfação do cliente. Nesse caso o consumidor diário desse produto imaterial. Pagar por um serviço público, qualquer que seja sua natureza, requer que ele atenda às necessidades de todos os seus consumidores. E seja, no mínimo, satisfatório àqueles que o utilizam. É o custo benefício, que muitas vezes tem um valor muito maior que o resultado que dele se espera. Sem contar que são, hoje, prestados por empresas privadas. Seja no transporte, na energia elétrica, telefonia, serviço de água e esgoto, entre outros.
Isso, sem contar outros, também essenciais, como segurança, saúde e educação, cujo primeiro ainda é monopólio do estado – e nesse caso não pode ser diferente – e os outros são uma mescla, cuja tendência é a privatização, total ou parcial. Mas essa é outra história. No caso do transporte urbano, em Limeira, vem de longe o descontentamento da população com os serviços prestados. Não há definição à vista sobre o que vai acontecer e os passageiros se veem, mais uma vez, obrigados a ter suas despesas aumentadas, sem que receba em troca a qualidade esperada. Motoristas de aplicativos devem estar esfregando as mãos.

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