Prática que constrange

Prática que constrange

É mais que sabido, que a crise social no Brasil se acentuou nos últimos cinco anos e que o desemprego chega ao extremo, assim como a pobreza, jogando muita gente para as ruas, que na maioria dos casos, não é caso de vagabundagem, como gostam de afirmar alguns. O problema é social mesmo, porém é evidente que em muitos desses casos a questão é bem outra, assim como as razões que levaram seres humanos (pois são, sim seres humanos) à degradação.
Junto com essa situação, vêm outras questões econômicas que se aplicam no atual cenário nacional, induzindo muita gente ao erro de avaliação. É preciso ressaltar, também, que nem sempre o que se vê, nas ações, é uma realidade concreta. Entre esses casos, encontram-se os chamados guardadores de carros, os conhecidos “flanelinhas”, que se acumulam nas áreas centrais da cidade, em locais inclusive que a legislação prevê penas e multas pecuniárias. Conforme mostrou a Tribuna de Limeira em sua última edição.
A questão, em si, não é a atividade, que com certeza rende alguns trocados a muita gente, mas sim o constrangimento que alguns desses flanelinhas causam às pessoas, intimidando-as, constrangendo-as, a ponto de obriga-las a pagar uma determinada taxa, como se fosse um pedágio, num local onde já há cobrança por estacionamento rotativo. São vários os casos relatados, alguns até com certa violência verbal e psicológica, que o motorista se vê obrigado a pagar, para não ter o veículo danificado.
Cumpre ao poder público fazer cumprir a lei e fiscalizar a prática, o que infelizmente é raro acontecer. Não se veem agentes tentando coibir a ação incisiva de flanelinhas, não de forma violenta, mas ao menos educativa e, principalmente, mostrando-lhes a lei. Praças Toledo Barros, Luciano Esteves e Largo Boa Morte são bons exemplos dessa situação. Áreas como as do entorno dos cemitérios e Santa Casa também. É uma situação bastante complexa sob todos os aspectos. Mas com certeza tem solução.

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