CAPELA DO CUBATÃO: Igreja histórica segue sem solução

CAPELA DO CUBATÃO: Igreja histórica segue sem solução

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A situação continua quase idêntica, como os mesmos pequenos problemas, incluindo o forro em madeira que teve uma parte atingida pelas chuvas e caiu dentro da capela. Com essas informações o secretário de Urbanismo de Limeira, Matias Razzo, definiu à Tribuna de Limeira, o atual estado de conservação da Capela Santa Cruz do Cubatão, igreja história construída por imigrantes italianos e marco da imigração italiana em Limeira, fechada há quase dez anos, “sem qualquer tipo de atividade religiosa”, de acordo com a assessoria de imprensa da Diocese de Limeira. Esses problemas, aos quais o secretário faz referência, foram mostrados pela Tribuna há dois anos, em matéria que tratava da precariedade da construção, datada de 1927, cuja última intervenção para recuperação havia ocorrido em outubro de 1994, ainda durante o governo Jurandyr Paixão (falecido), com projetos técnicos dos arquitetos Soraia Zaccaria Belotti e Alexandre Luis Rocha.
Entre 2007 e 2008, conforme divulgou a Tribuna há dois anos, no governo Silvio Félix (PDT), um projeto de conservação foi elaborado e, em 2010, ainda na mesma administração, uma planilha orçamentária foi apresentada, mas as obras de recuperação não chegaram a ser realizadas. Em 2005, no mês de agosto, mais precisamente no dia 5 daquele mês, quando se comemora o dia da padroeira da capela, Nossa Senhora das Neves, ela foi reaberta e, novamente fechada em 2012, permanecendo assim até os dias de hoje.
No mês de setembro, também de 2017, quando a capela completou 90 anos de sua construção, a Tribuna trouxe outra matéria sobre os problemas na estrutura da construção, na qual a prefeitura estimava o valor de R$ 90 mil para executar o projeto de reforma, que  naquele período havia sido revisado, com expectativa de elaborar uma planilha orçamentária definitiva. Naquele ano, o Urbanismo descartava um restauro, mas seria um projeto arquitetônico de reforma e pequenas adequações, com tratativas para trazer verbas dos governos federal e estadual. O projeto, entretanto, pelas afirmações atuais do secretário Matias Razzo, também não progrediu. De acordo com ele, o projeto elaborado em 2017 para estimativa do custo das obras está passando por revisão. “Com relação ao custo das obras, somente na finalização do projeto é que o orçamento definitivo poderá ser elaborado”, afirmou Razzo.
Segundo o titular da pasta, a capela apresenta pontos de infiltração e pequenas fissuras, que não representam, entretanto, qualquer risco aos vizinhos, pois se trata de edificação estruturalmente estável. Apesar de ainda não ser tombada pelo Condephali (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Município de Limeira), de acordo com o secretário, o imóvel histórico é um dos próximos a serem tombados. “A Capela do Cubatão está na relação dos imóveis que aguardam a elaboração de laudo técnico para o tombamento”, finalizou Razzo.

HISTÓRIA
A Tribuna também procurou a Diocese de Limeira, para pesquisar a história da construção desse marco histórico e religioso, que através de sua assessoria de imprensa afirmou não ter nada sobre ela. Teoricamente ela pertence à Paróquia Sagrada família, mas está sem qualquer atividade eclesiástica, justamente por conta dos problemas que enfrenta, como conservação do local e o próprio tombamento. Na diocese não foi encontrado nenhum documento histórico sobre o imóvel.

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