Carga desnecessária

Carga desnecessária

O brasileiro sustenta o Brasil nas costas, mas quem gosta de levar a fama são os políticos, justamente os que empurram o peso para o contribuinte. E, como brasileiros, os limeirenses também têm, internamente, uma carga tributária municipal que não é pequena e, mesmo assim o município não sai do lugar. Embora venha tentando e se esforçando, ainda falta muito para deslanchar, assim como o estado e o próprio país. A conclusão é óbvia, levando-se em conta os números do Impostômetro, mostrados pela Tribuna de Limeira em sua última edição. Apesar de ainda não ter fechado o mês de maio, o quinto do ano e, normalmente, o tempo que um contribuinte trabalha para pagar seus impostos, já se sabe que serão mais de 150 dias. No ano passado foram 153.
E os números são absurdamente grandes. E os benefícios, como retorno ao cidadão, extremamente reduzidos. É praxe aqui, ali e acolá. E não adianta reclamar, que uma reversão dessa carga tributária – ou mesmo para que ela consiga ser amenizada – está longe de acontecer. Só para que os números não parem de dançar, o brasileiro já pagou mais de R$ 800 bilhões em impostos até o último dia 30. E, no Estado de São Paulo, esse valor já chegou à casa dos R$ 316 bilhões. E, por consequência, o limeirense já deixou nos cofres públicos mais de R$ 121 milhões no mesmo período, sendo que R$ 77 milhões só em tributos municipais. É muito pela atual situação econômica do país, mas que está longe de qualquer solução prática. Pode-se, até, ser engordada, mas sem que retorne ao seu objetivo: serviços públicos com qualidade, em especial educação, saúde e segurança. Não necessariamente nessa ordem.
E, infelizmente, nesse caso, quem gasta errado é o próprio governo. Ou governos para não desestruturar a cadeia de poder, que começa no município, passa pelos estados e chega ao governo federal. Uma carga que pesa sobre o mercado de trabalho e o consumo, que sustenta uma máquina pública paralisada pela desgovernança. E o contribuinte continua como aquele que paga, mas não recebe a encomenda. Nesse caso nem o Procon resolve.

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