Até quando?

Até quando?

Chover no molhado. Essa expressão, bastante conhecida de todos, cujo significado é repetir algo que já foi dito, seguir sempre pelo mesmo caminho, que não leva, nunca levou e não vai levar a lugar nenhum. Pois bem, é preciso, sempre que a água já esteja batendo no queixo, fazer com que molhe um pouco mais para ver se quem está no risco iminente de se afogar, sai nadando ou, simplesmente deixa se levar pela correnteza. Não é a primeira e, com certeza, nem será a última vez que a Tribuna de Limeira toca neste assunto, mas nesse caso, chover no molhado significa tentar refrescar a cabeça daqueles seres pensantes, que têm autoridade para uma determinada ação, mas continuam escorregando sempre na mesma casca de banana.
É sabido que a Prefeitura de Limeira vem desenvolvendo um Plano de Mobilidade Urbana, com foco quase único – pelo menos é o que demonstra – no transporte público. Não se fala outra coisa senão em pesquisa junto a usuários e pesquisa de itinerários. Tudo convergindo para um único lugar, sendo que há muitas outras situações, que também merecem atenção, mas que parecem não estão dando a devida importância. Basta trafegar – motorizado ou a pé – pelo Centro da cidade e bairros de grande fluxo, em especial em rotatórias, para se perceber que o trânsito está caótico. Na área central, os semáforos, em vez de solução para o fluxo, representam, na maioria das vezes, um gargalo sem sentido e sem solução. Em horários de pico, o caos é um elogio ao que acontece.
Esta Tribuna já trouxe, no início do ano passado, um estudo sobre o tema e nada mudou. Lombadas e faixas elevadas vão sendo construídas a todo o momento, como se fosse uma solução para a segurança de pedestres e condutores. Não são. Há meios mais efetivos e eficientes, como a fiscalização eletrônica por exemplo. Obstáculos físicos, como lombadas e valetas já não funcionam mais. Ficaram no passado. Por isso é preciso fazer a chuva cair no molhado novamente. Um transporte público eficiente e de qualidade é uma ótima solução. Senão a melhor. Desde que essa qualidade estimule seu próprio uso e sua eficiência nos faça deixar os carros nas garagens.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*