24 DE ABRIL: Libras comemora seu Dia Nacional

24 DE ABRIL: Libras comemora seu Dia Nacional

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A Libras (Língua Brasileira de Sinais), a primeira língua do surto e também língua oficial no país comemora, na próxima quarta-feira, 24, o seu Dia Nacional, data instituída pela Lei Nº 13.055, de 22 de dezembro de 2014. O evento é comemorado neste dia, por que foi em 24 de abril, só que no ano de 2002, que foi publicada outra lei (Lei Nº 10.436), desta vez que reconhecia a Libras como “meio legal de comunicação e expressão, considerando-a língua de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria e de utilização corrente das comunidades surdas no Brasil”. Apesar disso, de acordo com a assistente social, Marina Alencar, da área de surdez do Centro Educacional João Fischer Sobrinho, especializado nesse tipo de atendimento, muitos brasileiros ainda desconhecem a Libras, o que dificulta a comunicação e inclusão dos surdos na sociedade.
Segundo Marina, a Libras permite a interação entre as pessoas surdas e ouvintes, garante acesso à educação e às informações do mundo atual, aos direitos e deveres, possibilitando atuação política e exercício da cidadania, fundamentando a luta pela inclusão e acessibilidade em todos os setores da vida social. Ainda de acordo com ela, objetivo da Área Auditiva do João Fischer é oferecer atendimento socioeducacional bilíngue a crianças, adolescentes e adultos com deficiência auditiva/surdez, surdocegueira e suas famílias, estimulando a sociabilidade, a integração familiar e comunitária. “Além disso, se preocupa com o desenvolvimento das potencialidades e capacidades, promovendo a autonomia, melhoria de qualidade de vida e conquista da cidadania visando uma efetiva inclusão social”, afirmou. Ainda de acordo com ela, os atendimentos são feitos por uma equipe multidisciplinar, pautados no reconhecimento do potencial da família, na aceitação e valorização da diversidade, assim como valorização no aprendizado da Libras, visando a integração e inclusão social tanto do surdo quanto da família.
Já o CEIF Professora Flora de Castro Rodrigues, de acordo com Marina, atende alunos com deficiência auditiva ou surdez bilateral na faixa etária de 2 a 11 anos que cursam o ensino regular em salas inclusivas. “Utiliza metodologia de ensino bilíngue Libras/Português e conta com um professor surdo e intérpretes da Libras”, lembrou. Outra conquista, conforme Marina, é que a Libras foi incluída como disciplina curricular, da formação do professor e instrutor de Libras e o uso da língua de sinais para acesso à educação, das pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

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