SEM ELEVADOR: Acessibilidade no museu segue difícil

SEM ELEVADOR: Acessibilidade no museu segue difícil

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Desde que foi inaugurado às pressas, em maio de 2016, com vistas à campanha eleitoral para as eleições municipais daquele ano, o Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho  sofre com o mal crônico da falta de acessibilidade ao andar superior, onde está exposta parte de seu acervo, em mostra permanente. Com uma escada íngreme e o elevador parado, pessoas com dificuldade de locomoção ficam privadas de visita-lo na íntegra. Ficam restritas ao espaço expositivo, que nem sempre tem mostras para serem visitadas. Desde agosto de 2016 a Tribuna de Limeira vem produzindo matérias e, anualmente, traz informações sobre a situação do local, que até agora continua inalterada. Na primeira matéria, ainda no governo Paulo Hadich (PSB), a Secretaria da Cultura emitiu nota, através da Secretaria de Comunicação Social, afirmando que a acessibilidade no local sempre foi prioridade, e que mantinha contrato com uma empresa especializada para a manutenção do elevador, porém, já naquela época não deu prazos para o funcionamento.
Em setembro de 2017, já sob a administração Mario Botion (PSD), a Tribuna voltou a questionar a Cultura sobre o elevador, que informou que estava limpo e em condições de uso, porém continuava sem funcionar. Na oportunidade, a pasta informou que haveria necessidade da contratação de uma empresa especializada em manutenção preventiva, mas que a crise financeira do município estava atrasando a solução. No ano passado, no mês de abril, a Tribuna voltou a lembrar do assunto, citando os quase dois anos da inauguração e, mesmo assim, o elevador ainda não estava funcionando. Em 2018, a Secretaria da Cultura, novamente através de nota da Secretaria de Comunicação Social, alegou que houve muita divergência entre os orçamentos apresentados, inviabilizando a contratação dos serviços. A pasta informou que havia contratado uma empresa especializada, a Elevadores Oliveira, que emitiu laudo técnico sobre o elevador, que seria utilizado para o lançamento do edital para contratação de uma empresa de manutenção, e que o processo licitatório deveria ser iniciado em “um mês”, o que não aconteceu.
A Tribuna voltou a questionar a Secretaria de Cultura, que informou, novamente através da Secretaria de Comunicação, que desta vez, o processo está em vias de abertura de edital para a licitação. “O processo 36.313/2018, está em análise jurídica e com vistas de minuta de edital e em vias de abertura de licitação para serviços urgentes”, afirmou a nota. Ainda conforme a nota, para que o elevador volte a funcionar, é necessária a continuidade do processo de serviços de manutenção preventiva e corretiva, para prover o equipamento de novas peças e dar-lhe a assistência técnica continuada. Ainda não há prazos determinados para isso, nem a estimativa de valores, que de acordo com a Cultura, só será possível quando o processo de licitação for finalizado. O museu possui, hoje, um acervo de 6,8 mil peças, mas a maior parte não está exposta, ficando armazenada num prédio da prefeitura, após o incêndio no teto do galpão da estação ferroviária, na madrugada do dia 26 de novembro do ano passado, onde estava armazenada.

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