Quem é o esperto?

Quem é o esperto?

É muito comum ver pessoas discursando contra a corrupção e a malversação do dinheiro público, enquanto elas próprias engatam seus burros nas carroças mais fáceis de serem puxadas. Falam sobre a qualidade da “gente de bem”, mas na fila do banco gostam de levar vantagem e na vaga especial de estacionamento, esquecem-se de que há os que merecem e estão autorizados a delas se utilizar, porém escorregam no desrespeito. Se há uma determinação legal para o funcionamento de certos setores, ela deve ser acatada e, para a própria necessidade que o serviço exige.
A Tribuna de Limeira mostrou, na sua edição passada, a questão do transporte escolar, que dos quase 500 veículos disponíveis, apenas 297 estão devidamente cadastrados e regularizados junto aos órgãos estaduais e municipais. Isso em números do segundo semestre de 2018, já que um novo recadastro está em curso para o primeiro semestre deste ano. Difícil imaginar por que um motorista (ou frotista) não procura os órgãos competentes para trabalhar dentro da legalidade e, dessa forma, ser uma garantia aos pais que contratam os serviços, para o transporte de seus filhos, da casa para a escola e da escola para a casa.
Não há como não chamar a atenção para esse fato, pois por si só ele já é um indicativo de que tem gente furando a fila e, dessa forma, aliviar um pouco o bolso dos gastos junto ao Estado, já que no município essa regularização não é cobrada. Ou seja, se o motorista não vai se recadastrar é por que ele não tem autorização para trabalhar nessa área e, dessa forma, a ilegalidade é a solução. É preciso, entretanto, ver até onde vai a fiscalização para coibir esses abusos, pois se a Secretaria de Mobilidade Urbana sabe o número de legais e de ilegais, já deveria coibir a situação na fonte. Será que isso é feito?

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