O dilema continua

O dilema continua

Mais que o pressuposto é preciso entender a prática. E, neste caso, ela é simples e deveria estar bem avançada na rotina das pessoas em tempos de preocupação com a dengue, zika vírus, chikungunya, entre outras doenças evitáveis, principalmente aquelas que já dispõem de vacinas, mas continuam assustando. Se os hábitos de cuidar da própria casa diariamente, para evitar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas três doenças ou levar as crianças para cumprir o rito vacinal são deixados de lado e a situação aperta, muita gente acaba achando responsáveis pela própria irresponsabilidade.
Limeira já teve uma epidemia com mais de 20 mil casos de dengue entre 2014 e 2015, com 20 mortes registradas e, mesmo a despeito do decréscimo vertiginoso no número de casos de 2016 para cá e nem mais um óbito, começou o ano de 2019 em situação de alerta. O índice de concentração larvária voltou a crescer, o que significa que o cuidado necessário está sendo deixado de lado pelo cidadão, e os números de casos de dengue, também, superando em pouco mais de um mês, quase dobrando mesmo, todas as ocorrências confirmadas no ano passado. É muita coisa e o alerta é claro, uma vez que o número aumentou em todo o Estado de SP.
E a prática, para isso, é simples. Resume-se ao ato de fazer uma lição de casa acessível a todos, além de corriqueira, que é não deixar água acumular em recipientes, como garrafas vazias, pratos de vasos, bromélias, e todo tipo de superfície que possa se transformar num criadouro em potencial. O aprendizado da última epidemia parece não ter chegado à casa de muita gente. Essa é uma responsabilidade de mão dupla.

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