DENGUE TIPO 2: Vírus chega a Piracicaba e preocupa

DENGUE TIPO 2: Vírus chega a Piracicaba e preocupa

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Uma semana após alertar para o vírus da dengue tipo 2, que estava circulando em 19 cidades nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, distantes de Limeira, conforme mostrou a Tribuna de Limeira, a preocupação da Vigilância em Saúde aumentou. É que dois casos foram registrados no município de Piracicaba, a 32 km daqui. Apesar de nos últimos dez anos esse tipo de vírus não ter circulado em Limeira, o diretor da Vigilância em Saúde, Alexandre Ferrari, explicou que não há barreiras sanitárias possíveis, a não ser o controle do vetor, ou seja, a prevenção contra criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, além do zika vírus, chikungunya e até mesmo febre amarela. “Não é possível impedir o trânsito de pessoas infectadas e, com isso, a circulação do vírus”, explicou Ferrari.
Segundo o diretor da Vigilância em Saúde, que falou à Tribuna, não há diferença entre os quatro sorotipos da dengue e todos são considerados graves. “A pessoa que contraiu um tipo de vírus está imune apenas ao contraído, porém continua susceptível aos demais tipos”, lembrou Ferrari. Outro problema é que não há diferenças entre os sintomas, no entanto, as pessoas que já tiveram dengue podem ficar com o organismo mais fragilizado, se infectadas com outro sorotipo. “Os principais sintomas da dengue são dor no corpo, febre alta, desidratação e até hemorragia”, comentou. E apesar do aumento no número de casos no Estado de São Paulo, de acordo com ele, em Limeira ele vem caindo de um ano para o outro. “Após a grande epidemia de 2015, em 2016 tivemos 108 casos, em 2017, 22, no ano passado 13, mas ainda alguns em aberto e, neste ano, até o momento, dois casos”, afirmou.

REDE EM ORDEM
Questionado pela Tribuna se a rede de saúde estaria preparada para o atendimento a um possível aumento nos casos, Ferrari garantiu que sim. Que além de preparada ela está mobilizada para isso. Já o Poder Público, ainda de acordo com ele, vai continuar e intensificar todas as ações de controle do Aedes aegypti. “É preciso, entretanto, uma contrapartida da população no sentido de vistoriar o próprio imóvel pelo menos dez minutos por semana. O controle da dengue precisa se tornar um hábito para não termos uma nova epidemia “, finalizou.
Neste sábado,  9, haverá um mutirão contra o mosquito na Vila Fascina, Vila Primavera, Vila São João, Vila Tank, Cidade Jardim, Vila Cristovam, Vila Santa Lina e Jardim Montezuma, com a participação das secretarias de Saúde, Obras e Serviços Públicos, Meio Ambiente e Agricultura, além da Guarda Civil Municipal, da Divisão de Fiscalização de Posturas e da operação Só Cacareco. E na praça Toledo Barros, onde acontece o Prefeito no Bairro, a Divisão de Controle de Zoonoses desenvolverá ações educativas e preventivas. De acordo com a chefe de Divisão de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, o mutirão contará com o trabalho de 130 agentes de saúde e de controle de zoonoses. Os agentes irão vistoriar os imóveis desses bairros, sempre acompanhados pelos moradores, para fornecer orientações visando a eliminação de criadouros. “E no dia 16 outro mutirão estará sendo agendado”, destacou a nota.

Índice recomenda alerta

A Divisão de Controle de Zoonoses divulgou na sexta-feira, 8, o resultado da Avaliação de Densidade Larvária. O estudo, realizado em janeiro, mostra que o índice de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti é de 1,7, situação de “alerta”. Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, índice inferior a 1 é satisfatório; de 1 a 3,9, situação de alerta e superior a 3,9, sugere risco. No último levantamento, realizado em outubro, o índice era de 0,7.
Para o trabalho, foram vistoriados 4.786 endereços. A chefe da Divisão, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, chama atenção para a grande quantidade de recipientes propícios à proliferação do mosquito no interior das residências. Foram localizados 1.731 e, desse total, 921 (53,2%) continham água, 85 (9,3%) abrigavam larvas do mosquito. (Antonio Claudio Bontorim)

 

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