DENGUE: Desde 2016 Limeira está sem óbitos

DENGUE: Desde 2016 Limeira está sem óbitos

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Com o início do verão em dezembro e a chegada da estação das chuvas, a incidência de casos de dengue, zika e chikungunya pode aumentar, pelo acúmulo de água, que propicia o surgimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti, o transmissor dessas doenças. Se desde 2016 o município não registra mortes nesses casos, em 2019 a prefeitura quer manter essa situação, na expectativa de que os limeirenses tenham cada vez mais o hábito da prevenção, evitando ter em casa recipientes que possam acumular água. Quanto à febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o município ainda não teve nenhuma notificação e a vacinação continua aberta e recomendada, conforme explicou à Tribuna de Limeira, o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Alexandre Ferrari.
Segundo ele, em 2018 Limeira registrou 12 casos de dengue, sendo 11 autóctones (contraídos na própria cidade) e um importado, além de um caso de chikungunya, mas sem registrar casos de zika, totalizando 13 casos. “O mais importante é que não tivemos óbitos por essas doenças, o que acontece desde 2016”, contou Ferrari. Ainda de acordo com ele, em 2016 foram 108 casos de dengue, dez de chikungunya, sendo nove importados, e três do zika vírus, totalizando 121 casos entre as três doenças. “Já em 2017 esses números caíram para 22 casos de dengue, um de chikungunya, também importado e nenhum do zika vírus, com 23 casos ao todo”, lembrou. “Todos os casos, conforme Ferrari, foram registrados de forma difusa no município, sem, no entanto haver registro de mais casos em um o outro bairro”, comentou.

PARA 2019
Questionado sobre qual vai ser a estratégia em 2019 para o controle e o combate ao Aedes aegypti, Alexandre Ferrari disse que o Poder Público deve manter de forma firme e constante todas as ações de controle das arboviroses, conforme o Plano Municipal de Contingência, as Normas Federias e Estaduais de controle, tais como o casa a casa, nebulizações, campanhas de conscientização, mutirões etc. “No entanto, o mais importante é a participação da sociedade na vigilância de seu espaço, em casa ou no trabalho, pelo menos uma vez por semana, a fim de eliminar objetos com água parada”, enfatizou. Ainda de acordo com ele, nenhuma administração pública no mundo, pode estar em todas as casas ao mesmo tempo sempre e a participação da sociedade civil é imprescindível no controle das arboviroses urbanas, pois o Aedes aegypti é um vetor urbano extremamente adaptado, e tem como habitat principal a casa das pessoas.
Sobre uma nova epidemia de dengue, Ferrari lembrou que Limeira, como qualquer outro município do Brasil, sempre terá o potencial de ter uma epidemia. “A grande epidemia brasileira de 2015, com concentração de casos no sudeste foi um exemplo disso. Essa realidade somente vai mudar, quando o controle virar um hábito dos brasileiros”, analisou, para finalizar: “trabalhamos sempre pensando em evitar o pior cenário, mas na expectativa de um ano com baixo número de casos e sem óbitos. A administração está e continuará fazendo na íntegra, tudo o que for possível para evitar uma epidemia. No entanto, como dissemos, isso só se concretizará se o controle virar um hábito dos munícipes”.

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