TRADIÇÃO CENTENÁRIA: Presépio mecânico Cursio se mantém em movimento

TRADIÇÃO CENTENÁRIA: Presépio mecânico Cursio se mantém em movimento

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

Uma tradição centenária, que teve origem na Calábria, Itália, e chegou ao Brasil em 1906 junto com toda uma família, o Presépio Mecânico Cursio foi apresentado pela primeira vez em Rio Claro, por Vicente Cursio e, desde então, se mantém como atração no período natalino. Agora, nas mãos do neto de Vicente, Nelson Cursio, que em 1978 o recebeu das mãos do pai, Alberto. Essa história é sempre contada por Nelson, orgulhoso do projeto artístico e mecânico, aberto ao público para visitação, gratuitamente, desde 1º de dezembro de cada ano. “Nós vamos mantendo essa tradição e, ao mesmo tempo, fazendo a alegria das famílias e das pessoas que vem nos visitar nesse período, para ver o presépio”, diz.
Com mais de 100 peças em movimento e outras tantas imóveis, afirma Nelson, o presépio tem cabos e engrenagens, que em 2003 foram totalmente restaurados por ele, assim como todos os bonecos e personagens, “mantendo-se os mesmos princípios e sistema pelo qual foi iniciado”, garante. O presépio funciona na própria casa de seu proprietário, que conta sua história, mantida viva e sempre em movimento nesse período. Hoje, ele está instalado na Rua Bahia, 463, Vila Cristovam. Seu horário de funcionamento é das 9h às 11h e das 14h às 18h. O Presépio Mecânico Cursio pode ser visto até o dia 6 de janeiro de 2019, o Dia de Reis, quando é desligado.

Da Itália para Limeira

Segundo Nelson Cursio, tudo começou na região da Calábria, Itália, quando os irmãos Vicente, Pepe e Paulo Cursio, ainda crianças, brincavam com barro fazendo bonecos e bichinhos, que um dia sugeriram que se desse movimentos a eles. E num determinado final de ano acrescentaram vários deles ao presépio da família. “É o primeiro presépio mecânico da história”, afirma Nelson. Em 1906 a família Cursio vem para o Brasil, com Vicente indo para Rio Claro e Pepe e Paulo para Campinas. Ainda naquele ano, contando para seus filhos como se fazia na Itália, Vicente começa o novo presépio.
Em 1950, o filho de Vicente, Alberto, que seria pai de Nelson, compra o presépio e traz para Limeira e, em 1978 deixa-o para o filho, que continuou com a tradição. Em 2003, conforme relatos de Nelson, ele próprio restaurou toda mecânica, além de reformar os bonecos e as casinhas e, dessa forma, mostrar o resultado de teve origem na brincadeira de crianças. “Um visual harmonioso e paisagístico para, através da arte, saudar o Natal”, finaliza Nelson, com essa frase, que está no folder do presépio. (Antonio Claudio Bontorim)

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