Senso&Consenso: Afinal, para que serve a crítica?

Senso&Consenso: Afinal, para que serve a crítica?

A resposta é simples. E objetiva. Para criticar alguém, uma situação, o desempenho do outro, uma comida, um livro, uma música, uma peça de teatro, a política e seus políticos e tudo aquilo que nos desagrada ou merece que tomemos posição, para enfrentar a própria realidade. A crítica, antes de ser maledicente ou simplesmente um descarrego de ódio sobre o criticado, deve ser analítica e bem argumentada para não se transformar num simples falar mal. Num ataque rançoso ao oponente, apenas para satisfazer o próprio ego ou mostrar a ignorância, como principal qualidade do crítico. A análise, que sempre é crítica (diferente de uma crítica, que nem sempre é uma análise) serve justamente para dar força a essa crítica.
A análise é argumentativa. Enquanto a crítica pela crítica é estupidez. Esse perfil de crítico do nada se acentuou com as redes sociais, mas todos eles se sentem desprestigiados quando leem alguma crítica embasada na realidade e que propõe a reflexão, que está contextualizada. Sem o risco de se esvaziar.
Venho, diariamente, dando corda a esses críticos de balão de gás, que não raro vêm com agressões verbais pelas redes sociais, por que insisto no direito em analisar e criticar, e vice e versa, tendo a realidade como argumento. Com uma nova ordem – que antes de começar já é uma desordem – estabelecida, muitos se acham no direito em repreender quem pensa diferente, com tamanha virulência, que extrapola a compreensão humana sobre a tolerância, o respeito e o direito de opinião e livre expressão do pensamento, como se fossem censores de cada juízo de valor. De cada consciência. É bom deixar que se exponham para sabermos quem são e onde estão, porque não há nada pior do que combater um adversário invisível. E uma trincheira protegida por conhecimento, cultura e boa educação, felizmente, faz a diferença nesses embates. Garante uma defesa eficiente e um contra-ataque contundente.
O mais engraçado é o perfil desses críticos, que é idêntico entre eles. Estão situados num patamar de ignorância, que quando percebem que foram atingidos fogem correndo e ficam vários dias na enfermaria, da vergonha que passaram. Demoram a se reapresentar, sempre amparados por algum escudeiro, ao velho estilo Sancho Pança (sem ofensas ao conhecido personagem de Cervantes), carregando seu pangaré nas costas. Estamos num momento extremamente delicado e perigoso para expor nossos pensamentos e nos expor, mas se assim não o fizermos corremos o risco de perder toda a liberdade que construímos, por que a ignorância está se sobressaindo, cada vez mais estimulada por um presidente WhatsApp, que não consegue articular meia dúzia de palavras sem expressar seu ódio, sua intolerância e sua incompetência, ao cargo para o qual foi eleito.

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