Senso & Consenso: Quem pode azeitar essa máquina emperrada?

Senso & Consenso: Quem pode azeitar essa máquina emperrada?

O ano de 2018 está chegando ao fim. Marcado pelas eleições quase gerais, que trouxe de volta a direita extrema ao poder, é hora de fazer um balanço e tentar alinhavar os retalhos, para que a colcha possa servir a todos sem encobrir a indecência e os tempos novos, que dificilmente virão, sobrando então a política velha. Mas o que são política velha e política nova? O que elas de fato representam? Escrevendo pelo português claro, não representam nada. Apenas são faces de um mesmo rosto, que muda de fisionomia, mas que na sua essência mantem-se alinhado com o todo. Política velha e política nova (ou nova política) são a consequência da postura ideológica de cada lado, sem, no entanto, se mostrarem prática ou até mesmo relevante. Principalmente quando se percebe que ela não muda, apesar de muitos pensarem o contrário.
Em Limeira, a política que deveria ser nova se perdeu em ações que representaram mais do mesmo e as expectativas foram ficando pelo caminho. E devem continuar sendo desprezadas em nome de tal governabilidade, que todos gostam de pronunciar, porém sem um significado prático que comprove essa governabilidade. E tudo segue no mesmo ritmo e a novidade já não é mais novidade. Virou realidade e a carruagem voltou a ser uma abóbora sem muito controle. Muitos dos políticos, os profissionais e os amadores também, tomaram-se pela vaidade e acabaram se esquecendo do propósito de se fazer política pelo bem comum, para transformá-lo num termômetro para um salto maior. Aos montes tornaram-se candidatos às casas legislativas estadual e federal e na soma, o resultado foi pífio: apenas um eleito. Ou melhor, um reeleito que já estava lá.
O município ficou, novamente, sem representatividade no Estado, por que ninguém abriu mão de seus interesses em busca de uma união mais prática, que pudesse resultar em mais representantes eleitos. O eleitor também não contribuiu e despejou carradas e carradas de votos nos Tiriricas, nos Bolsonaros e Janaínas da vida, validando alienígenas que nunca mais desembarcarão nessas terras. Aliás, muitos dos alienígenas anteriormente eleitos também tomaram o mesmo rumo e foram pousar seus discos voadores em outros espaços. Bastante nítido esse movimento de ocupar espaço e cacifar o nome para futuros voos. Mesmo sabendo que poderiam ter ido mais longe, caso entendessem da dimensão humana do partilhar e compartilhar.
É bem provável que em 2019, agora já falando daquele que está por vir, as máquinas continuem engripadas, sendo engraxadas apenas com a vaidade já acima mencionada. Um tipo de lubrificante que emperra ainda mais seus movimentos, por que seu condutor quer sempre estar acima de tudo. De si próprio e de todos.

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