7.761 BOCAS COLETORAS: Bueiro entupido, risco de alagamento

7.761 BOCAS COLETORAS: Bueiro entupido, risco de alagamento

Antonio Claudio Bontorim
LIMEIRA
claudio.bontorim@tribunadelimeira.com.br

A prática é antiga, mas contínua. Mesmo com os problemas que possa causar, principalmente, nesse período do ano, considerado mais chuvoso que o normal. É o descarte irregular de lixo nas calçadas, mal acondicionados e que, quando a chuva vem acaba sendo levado na enxurrada, chegando até as bocas de lobo e bocas de leão, os tradicionais bueiros, que escoam as águas pluviais. A afirmação, à Tribuna de Limeira, é do diretor de Saneamento e Drenagem da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, Armando Cecato, que explicou sobre os problemas enfrentados pelo Poder Público. “O lixo sem o devido acondicionamento nas calçadas e terrenos, faz com que em dias de chuvas, as enxurradas levem os detritos para dentro das redes de galerias de águas pluviais, ocasionando em muitos casos o entupimento e consequentemente o alagamento das vias”, afirmou Cecato.
Segundo ele, os materiais mais encontrados são garrafas pet, madeiras (tábuas de construção), isopor (de embalagens de eletrodomésticos), sacos de lixo em geral. “Os materiais mais exóticos encontrados vão de pneus de automóveis a brinquedos infantis”, lembrou. De acordo com ele, o Departamento, para a limpeza das redes de galerias de águas pluviais, as bocas coletoras mais as redes, equipes de mão-de-obra que trabalham preventivamente e corretivamente em todo o município. “Sempre observando a maior concentração dos serviços durante a sazonalidade dos meses que compreende o inverno (época onde ocorrem menores intensidades das chuvas), para que durante os meses de verão (época de chuvas) o sistema de drenagem do município esteja apto para o perfeito escoamento das águas pluviais, evitando-se desta forma, as enchentes e alagamentos”, explicou.

PREVEÇÃO E ALERTA
“Esse sistema, que é preventivo, estabelece um critério de divisão em 12 setores do município através de mapas, percorrendo sistematicamente, pelo menos duas vezes ao ano, toda a rede de galerias de águas pluviais, poços de visitas e bocas coletoras e nas ocorrências de problemas, há prioridade para solucioná-los”, afirmou Cecato. Esse sistema, de acordo com ele, é em função das reclamações realizadas pelos munícipes através do serviço 156 da prefeitura, ou aqueles pontos críticos que alagam ou ocorrem enchentes logo após as chuvas torrenciais localizadas, com o atendimento técnico em caráter emergencial e pontual. O Departamento de Saneamento e Drenagem é responsável, ainda pela execução de reparos nas bocas coletoras, rompimentos de rede de galerias de águas pluviais, troca e assentamento de grades e de lajes de concreto, entre outros serviços, além do atendimento ao sistema de drenagem do município.
E Cecato faz um alerta. “Cada boca coletora entupida, potencialmente falando, pode propiciar a ocorrência de enchentes e alagamentos, tanto na via em que está localizada ou mesmo transtornos à população quanto inundações em seus imóveis”, comentou, além de recomendar que áreas de baixada e propicias a acúmulos de água, próximo a córregos e ribeirões, sejam evitadas pela população em dias de chuvas. Hoje, de acordo com o PMRR (Plano Municipal de Redução de Risco) são 12 pontos de alagamentos, que já têm estudos e projetos técnicos e hidráulicos para saneá-los, mas que dependem de recursos financeiros do governo federal, mas sem previsão para início destas obras. “Todos os locais têm ao seu entorno placas indicativas para ser ter atenção e evitar o trânsito e passagem em dias de chuvas torrenciais”, lembrou. E entre as áreas mais problemáticas estão na região do Parque Nossa Senhora das Dores e Residencial Aeroporto.
Já as áreas de risco estudadas são a Ponte Preta, na passagem sob a ferrovia; Marginal do Ribeirão Tatu; Baixada do Mercado Modelo; Córrego Granja Machado, trecho 2; Avenida Ambrósio Fumagalli; Rotatória Roberto Antunes de Campos; Avenida Araras, também na passagem sob a ferrovia; Rotatória da Hípica; Rotatória de Acesso ao Horto Florestal; Córrego Santa Cruz, trechos 1 e 2 e Rua Alberto Pessano, no Jardim Novo Horizonte.
Já a limpeza, quando é feita em uma região, toda a equipe técnica passa em cada via avaliando cada boca coletora para posteriormente realizar a manutenção, “No caso de solicitações através do 156, para limpeza corretiva, a nossa equipe técnica vai até o local e faz a avaliação técnica e determina o tipo e a equipe de limpeza para depois colocarmos na pauta de manutenção”, finalizou.

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