Senso&Consenso: Som do fim do mundo! Conhecem?

Senso&Consenso:  Som do fim do mundo! Conhecem?

Não há tragédia anunciada, que não se possa prevenir com a inteligência. Os mais céticos dirão que toda tragédia não tem reversão, mesmo antes de ela acontecer do que, entretanto, até os próprios estudiosos duvidam. Até catástrofes naturais já são previsíveis e também podem ser evitadas com planejamento e, principalmente, com atenção aos primeiros sinais que a própria natureza emite. E a tecnologia para detectar esses sinais entre os humanos é condição básica para isso. Entre os animais, o senso de preservação que eles desenvolvem também é a forma com que detectam um problema, quando este pode coloca-los em perigo. Tudo, portanto, é evitável e, ao mesmo tempo, contornável, quando há inteligência suficiente para isso.
E cada um tem uma maneira de contornar sua própria tragédia. Ou aceitando-a até perceber sua letalidade ou tentando enfrenta-la, para tentar uma sobrevida e, dessa forma, seguir adiante. Somos nós, seres humanos, uma espécie propícia a tragédias e que delas, invariavelmente, nos beneficiamos para nosso próprio proveito. Para nos vitimizarmos de forma a demonstrar nossa fragilidade, para que os outros nos livrem delas. Fácil de entender, mas difícil de aceitar se nós mesmos podemos controla-las. Não, entretanto, quando essa tragédia vem agregada à atitude de outrem. Que se deixou levar por aquilo que lhe parecia música aos ouvidos sem, no entanto, entender o estridente barulho que saia dessa música. Os ruídos que, desprovidos de ritmos, aos poucos se acomodavam a alguns ouvidos e, de forma subliminar, lhes indicavam o nome de seu compositor e intérprete.
Estamos, pois, à beira de uma tragédia, que ainda não entendemos as suas dimensões, mas já sabemos, de antemão, que seu poder destrutivo é gigantesco e impiedoso. Os que entenderam a sua proporção e a rapidez com que consumia as consciências tentaram reverter o perigo, mas a idolatria foi maior e a boa intenção se transformou em pecado capital. Não há, em qualquer horizonte possível, uma forma de reverter o já feito e consumado. Isso é fato e, no lugar comum das bocas que se abrem, contra fatos não há argumentos. Há, entretanto, uma forma de materializar uma possível barreira, para que esse mal escancarado não cresça. Ou pelo menos se limite, até os próprios preceptores compreenderem que a ordem foi subvertida pela própria propaganda da ordem. Não há como pensar em paz, com a guerra declarada sem intenções de armistício. O Brasil não tem vulcões, terremotos e tornados, mas um barulhinho tilintante o jogou no olho de um furacão, que pode – e vai – provocar a sua maior tragédia social.

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