Senso&Consenso: É preciso conciliar, ou …

Senso&Consenso:  É preciso conciliar, ou …

Não sobrou muito, de muita gente. De alguns, diga-se, não sobrou nem mesmo a dignidade, que é a principal virtude do ser humano. Para outros e que não foram poucos, sobrou a honra, que é inegociável sob quaisquer circunstâncias. Mais que isso, reaviva uma missão nobre, que é a resistência. Independentemente de que tipo for, mas com certeza será bastante clara e, por vezes, pode até ser manchada com sangue. É o que temos de momento e o que se avizinha, caso o clima belicoso não se arrefeça e alguns insanos, que acreditam nas palavras mal resolvidas de um líder intolerante, não saiam caçando vermelhos, pretos, amarelos, pobres, entre outros, para provar-se obediente e pau para toda a obra. É evidente que o clima só vai melhorar, se o substantivo conciliação for à mesa entre os negociadores. Palavra que deve ser aplicada à regra e que pode trazer bons resultados para todos e não apenas para uma parte dessa reapresentação.
Numa guerra a pacificação deve sempre partir do lado vencedor, que tem o domínio momentâneo da situação. Para isso, entretanto, é preciso que haja vontade, também do derrotado, em atender ao pedido. Como eleição não é guerra e vencedores e vencidos são mero ponto de vista da simbologia de uma disputa, cabe, de fato, a conciliação, que nesse caso também deve partir de ambas as partes sem o ranço da batalha verbal que se alongou por toda a campanha eleitoral. Nesse caso os contendores não são inimigos, como numa guerra, mas adversários que buscam o mesmo objetivo. Pelo menos é dessa forma que deve ser definida essa disputa, que muito mais que fundamento ideológico teve no ódio, na intolerância e na virulência verbal, suas principais características. Três pilares que alçaram alguns descabeçados a uma postura de levar ao pé da letra um discurso desnecessário e tão absurdo quanto a própria situação criada.
Com certeza, quem der os primeiros indícios para uma conciliação, vai sair na frente pelo entendimento e para provar, de uma vez por todas, que isso não é uma guerra, que ninguém precisa ser varrido ou sair do país se não concordar com o establishment. E que o Muro de Berlin caiu há quase 30 anos e que a guerra fria entre países capitalistas e comunistas, hoje, virou apenas uma guerra comercial, para encher os cofres das nações hegemônicas. Quem não entender dessa forma pode, com certeza, deixar o país. E levar junto consigo um atestado de ignorância explícita, para não ter que explicar lá fora por que deixou o próprio país. Caso contrário teremos, sim, uma carnificina bem encaminhada.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*