Senso&Consenso: Sujeitos nada ocultos; mas sem verbos…

Senso&Consenso: Sujeitos nada ocultos; mas sem verbos…

A campanha eleitoral está sendo levada ao extremo da ignorância e à falta de capacidade entre os candidatos, de um debate programático e, principalmente, voltado à união da sociedade brasileira em vez de dividi-la mais do que já está. Até aqui nenhuma novidade. Não estou inventando a roda e acendendo o fogo. Apenas constatando o que a maioria já entendeu, mas ainda há muitos que preferem levar pelo lado da intolerância, do ódio e do preconceito. E, em muitos casos, da arrogância.
Não há estranheza nas disputas, que estão sendo travadas com requintes de perversão e de afirmações tão ridículas como a imagem daqueles que as pronunciam. Principalmente vindas de alguns militares de alta patente, que deveriam se preocupar com a caserna e com as tropas, mas insistem em agir como agentes da transformação, e que suas opiniões são importantes para a sociedade civil. Não são. Principalmente por que já abusaram dessa sociedade durante 21 anos a fio, sem lhes dar o direito ao contraponto. À opinião contrária.
Coturno, farda, baioneta e blindado têm que ficar dentro dos quarteis. Fora deles a solução está nas urnas e, vença quem vencer, terá que respeitar a Constituição Federal e as opiniões que terá contra si, ao longo dos próximos quatro anos. Ninguém está imune ao descontentamento e à oposição, quando dá munição para que isso ocorra. Toda unanimidade, como já escreveu Nelson Rodrigues, o inigualável dramaturgo brasileiro, é burra e não há argumento que prove o contrário.
O debate, que deveria ficar no alto nível da condição humana, está sendo travado no esgoto das opiniões, que transpiram rancor e mostram corações e espíritos doentes (almas escuras e sem auras). E quando o espírito adoece e escurece a alma – para os acreditam na sua existência – não há luz que volte a iluminá-los. Os desvios estão perpetrados nessas condições, que apontam apenas o tortuoso caminho da indecência a seus transeuntes. Gente desprovida de bom senso, que não faz o mínimo para apagar as chamas e, quando possível, mais combustível joga no foco principal.
Os idólatras, que estão espalhados por todos os lados desconhecem o significado da palavra diálogo. Cegos pela natureza dessa idolatria agem com a mesquinhez de um pensamento único, relativizando verdades claras, elevando-as à condição de mentiras absolutas. Não conseguem escrever uma frase inteira sem completa-la com palavrões e ofensas ao interlocutor, por não concordar com o seu pensamento. Pessoas que não conseguem formular uma oração completa. Com sujeito, verbo e predicado.

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