Na expectativa

Na expectativa

Propagado como o ano da mudança e da esperança, quando a economia deu alguns sinais positivos ao final de 2017 parecendo alentador, 2018 parte para sua reta final sem nenhuma perspectiva de reversão ou, ao menos, uma amortecida na crise. Desde o final do ano passado, quando o segmento comercial esboçou alguma reação e os empresários tiveram uma resposta positiva do consumo, porém sem registrar crescimento efetivo (pelo menos não houve queda), esperava-se uma retomada do crescimento, com melhora nas vendas a varejo nas chamadas datas especiais, como Dia das Mães, Pais, Namorados e Natal. O que acabou não acontecendo. Não da forma como era esperada.
Agora, às vésperas das eleições de outubro, há uma parada geral à espera dos resultados do pleito, que pode provocar uma nova queda nas vendas de fim de ano, por que haverá segundo turno no Estado de São Paulo e, possivelmente, em todo o país, para o cargo de presidente da República. Não custa, entretanto, aos empresários, esboçar certa esperança, uma vez que podemos sair do marasmo à euforia, com certeza bastante moderada, pensando em 2019 com o novo governo, seja quem ele for. Não haverá milagre que resolva tudo de uma vez, como não se deve esperar por um governo aventureiro. Há riscos, mas que podem ser debelados com uma votação consciente, que não valorize a violência e seus meandros, mas a união dos brasileiros da paz e da cultura da tolerância. Vender e comprar são ações físicas, mensuráveis pelo volume de negócios. Valorizar o ser humano é puramente emocional. E é disso que precisamos neste momento e essa medição só pode ser feita se todos estiverem desarmados. Em todos os sentidos.

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